Em entrevista ao Brasil Econômico, candidato do DEM à Prefeitura de Salvador diz que usará mensalão no 2° turno

O deputado federal ACM Neto (DEM) está bem perto de chegar ao 2º turno da eleição em Salvador. Para atingir seu adversário mais forte, o petista Nelson Pelegrino , ele pretende usar e abusar das cenas do julgamento do mensalão. Leia a entrevista:

Brasil Econômico - O senhor atribui o bom desempenho que tem conseguido nas pesquisas de intenção de voto à importância política e poder de influência de Antônio Carlos Magalhães na Bahia?

ACM Neto - Não há dúvida que a história do senador Antônio Carlos Magalhães tem peso e sempre contribuiu positivamente para a minha performance eleitoral. Mas não é isso que determina a posição que eu venho ocupando na eleição de Salvador.

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Brasil Econômico - Quais são as premissas que o eleitorado está considerando para definir o voto?

ACM Neto - Eu represento a possibilidade de mudança. Os problemas na cidade são múltiplos e o PT, que é meu principal adversário, vem governando a Bahia há seis anos. E parte dos problemas vividos em Salvador são de responsabilidade do PT.

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Brasil Econômico - Como avalia a trajetória ascendente do seu adversário, Nelson Pelegrino (PT)?

ACM Neto - Ao fato de ele ter três vezes mais tempo de propaganda eleitoral na televisão. Ele tem 14 minutos, eu tenho cinco. Ele tem 28 inserções comerciais, eu tenho 10. Além do tempo, ele vem fazendo uma campanha de baixíssimo nível, na base dos ataques, das agressões sem fundamento. E, com isso, ele está crescendo, iludindo muitas pessoas. No 2º  turno, a história será outra. Teremos uma campanha de iguais. Aí, a coisa muda de figura.

Brasil Econômico - Pretende continuar explorando o escândalo do mensalão até o fim da eleição?

ACM Neto - Sempre que necessário vamos explorar. O PT não pode dar uma de bom moço estando aí no banco dos réus do maior escândalo de corrupção da história do País. É natural que o eleitor tenha o direito de saber que esse é o partido que protagonizou esse grande escândalo.

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