Comissão da Verdade vai investigar a Operação Condor

Aliança entre as ditaduras da Argentina, Brasil, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai será objeto de análise de grupo presidido por Rosa Maria Cardoso da Cunha

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A Comissão Nacional da Verdade criou Grupo de Trabalho para investigar atividades da Operação Condor. Em resolução publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União, a Comissão da Verdade diz que o grupo irá atuar dentro da temática da cooperação internacional entre os órgãos de informação e contrainformação dos países da América Latina, "em especial a Operação Condor".

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Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma rodeada pelos sete membros da Comissão da Verdade


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O objetivo do grupo, diz a resolução, é "esclarecer fatos, circunstâncias e autorias de casos de graves violações de direitos humanos, como torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres", relacionados à operação.

Além disso, deve "identificar e tornar públicos estruturas, locais, instituições e circunstâncias de violações de direitos humanos", além de examinar acervos referentes ao tema, inclusive situados no exterior.

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A Operação Condor foi uma aliança entre as ditaduras da Argentina, Brasil, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai, que tinha o objetivo de repreender opositores a esses regimes e eliminar os considerados subversivos.

A Comissão da Verdade convida para compor o grupo de trabalho: Rosa Maria Cardoso da Cunha (para presidir o grupo); Heloísa Maria Murgel Starling; Paula Rodríguez Ballesteros e Luiz Cláudio Cunha.

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Além disso, permite que sejam convidados especialistas, representantes de órgãos e entidades públicas ou privadas e representantes da sociedade civil para participar de reuniões do grupo. A resolução da Comissão esclarece ainda que "a participação no Grupo de Trabalho será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada".

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