Julgamento do mensalão deve coibir irregularidades na política, diz Gurgel

'Esse julgamento é um marco na história do País e se o resultado for aquilo que o Ministério Público espera, eu não tenho dúvida que ele repercutirá', disse procurador-geral

iG São Paulo |

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta quinta-feira que o julgamento do chamado mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), é um "marco na história do país" e deve repercutir para coibir práticas irregulares na política brasileira.

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Gurgel fez o comentário a jornalistas depois de o relator da ação penal, Joaquim Barbosa, encerrar um voto condenando 12 pessoas ligadas a partidos políticos, por receberem recursos do suposto esquema. "Esse julgamento é um marco na história do País e se o resultado for aquilo que o Ministério Público espera, eu não tenho dúvida que ele repercutirá, sim", disse ele.

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"Certas práticas infelizmente muito frequentes na política brasileira tendem pelo menos a ser reduzidas ou pelo menos a despertar uma preocupação e um temor maior na parcela das pessoas (que a cometem)", complementou. O julgamento segue na segunda-feira com a leitura do voto do revisor, Ricardo Lewandowski.

Nesta quinta-feira, o revisor divergiu de Barbosa logo no início de seu voto e absolveu o ex-deputado Pedro Henry, líder da bancada do PP na época, de três crimes : lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha. Ele também absolveu o ex-deputado Pedro Côrrea, também do PP, pelo crime de lavagem de dinheiro, mas o condenou por corrupção. 

Núcleo do PT

Na quarta-feira, foi confirmada uma subdivisão no capítulo 6 da denúncia, que trata da compra de apoio no Congresso Nacional entre 2003 e 2004. O subfatiamento do capítulo pode atrasar em alguns dias a análise das acusações de corrupção ativa que envolvem o núcleo político.

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Inicialmente, o relator havia programado continuar seu voto falando sobre os dez acusados do crime de corrupção ativa, mas ele achou melhor dar uma pausa e abrir a votação dos itens já analisados por ele, ontem e hoje, aos demais ministros. A subdivisão foi acertada na quarta-feira, em uma ligação telefônica do relator para o revisor do processo, Ricardo Lewandowski.

O julgamento dos crimes de corrupção ativa, que envolve a cúpula do PT, começaria, segundo essas previsões, no dia 1º de outubro , semana do primeiro turno das eleições municipais.

Com Reuters

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