Grupo anônimo espalha urnas falsas e pede voto consciente em São Paulo

Colocadas sob lixeiras em regiões centrais da capital durante madrugada desta quarta-feira, urnas pedem para eleitores “não votarem no lixo”

iG São Paulo |

Um grupo anônimo, identificado apenas como "Brasileiro Anônimo”, promoveu uma ação na madrugada desta quarta-feira (19), em São Paulo, pedindo o voto consciente aos eleitores. Batizada de "urna anônima", a inciativa colocou sobre lixeiras em diferentes regiões de São Paulo, como a Avenida Paulista e o Parque do Ibirapuera, peças que copiam o desenho de uma urna eleitoral convencional, mas trazem a frase “Desta vez, vote no Brasil, e não no lixo” e completa “O voto é anônimo, mas o problema é público”.

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Divulgação
Uma das "urnas anônimas" espalhadas pela cidade de São Paulo nesta quarta-feira (19)

De acordo com um dos organizadores, que se identifica apenas como E.C, o grupo é formado por cerca de dez pessoas, entre professores, publicitários e fotógrafos, que pensaram na iniciativa a cerca de um mês. “Nós sempre discutimos sobre política, o que percebemos é que tinha uma insatisfação geral da população, mas também uma acomodação. Todo mundo só reclama”, conta.

O anonimato, segundo ele, é para facilitar a divulgação sem que a iniciativa fique atrelada a "donos". Parte da inspiração para a iniciativa veio dos chamados “Anonymous”, o grupo hacktivista que promove ações críticas e ataques hackers na internet, mas sem organização central.

E.C afirma que a intenção agora é difundir as urnas por outras regiões do País.“Já recebemos imagens de urnas em outras cidades brasileiras, como no Rio de Janeiro e no Recife”, contou. Através de uma amiga do grupo, a urna chegou também a Toronto, no Canadá, onde há uma forte comunidade de brasileiros - apesar de residentes no exterior não votarem nas eleições municipais.

O integrante diz que o grupo é apartidário e não tem a pretensão de “salvar o mundo”, apenas de incentivar que a população se informe mais antes de votar. “As pessoas não discutem política porque não entendem do assunto, é preciso que todos se informem mais”, estimula. 

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