Medida foi tomada após reportagem que denunciou tentativa de membros do grupo ligado ao contraventor de venderem seus bens para deixar o País

Agência Brasil

A CPI do Cachoeira vai enviar aos procuradores do responsáveis pela Operação Monte Carlos ofício solicitando o sequestro de bens do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira , e das pessoas envolvidas com os negócios do empresário. Cachoeira, que está preso, é acusado de explorar jogos ilegais, em Goiás, e de subornar agentes públicos.

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A medida foi tomada após reportagem publicada na edição de domingo (16) do jornal Correio Braziliense  denunciar a tentativa de membros da organização criminosa de venderem bens a fim de deixar o País. “Estamos enviando ofício aos procuradores Daniel de Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira e para o juiz Alderico Rocha solicitando o sequestro dos bens e o confisco dos passaportes de todos eles”, explicou o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

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O ofício inclui ainda um pedido de liminar para que os bens sejam imediatamente bloqueados. Para o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), a medida é importante para evitar que pessoas de boa-fé acabem “comprando terreno na lua”, uma vez que os bens são fruto de crime e podem ser confiscados pelo Estado. “Além disso, precisamos ter senso de oportunidade. Se nós não formos céleres, pode ser que quando nós chegarmos a esses bens a organização já tenha se defeito deles”, declarou o relator.

Além do sequestro dos bens, os parlamentares pedem ao Ministério Público em Goiás que interceda na Justiça para que os denunciados na ação penal resultante da Operação Monte Carlo depositem seus passaportes em juízo, sob pena de decretação de prisão preventiva.

“A organização criminosa continua operante mesmo após a prisão de seu líder e mentor, Carlos Cachoeira, desrespeitando os poderes constituídos, assolando a paz social e, sobretudo, articulando contra o sucesso e continuidade das investigações”, alegam os parlamentares para justificar o pedido. Assina o documento, além de Vital do Rêgo e de Odair Cunha, o vice-presidente da CPI do Cachoeira, deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Eles esperam que a solicitação tenha resultado até a próxima semana.

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