Em ato de apoio a Serra, FHC diz que País vive momento para 'recuperação moral'

Ex-presidente e candidato tucano se reuniram para ato com intelectuais na capital paulista

Bruna Carvalho - iG São Paulo | - Atualizada às

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu na tarde desta terça-feira em uma das salas do cinema Reserva Cultural, localizado na Avenida Paulista, lideranças do PSDB, artistas e intelectuais em apoio à candidatura de José Serra na capital paulista. Entre os nomes, destacavam-se o reitor da USP, João Grandino Rodas, o vereador e cantor Agnaldo Timóteo, os atores Odilon Wagner, Beatriz Segal, Bruna Lombardi e Patricia de Sabrit. Também estavam na plateia o sociólogo José de Souza Martins, o maestro Júlio Medaglia, o cineasta Hector Babenco, entre outros.

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Com os convidados entrando na sala ao som do jingle da campanha, inspirada na canção sertaneja Eu quero tchu, eu quero tchá , o evento contou com discursos bem humorados do ex-presidente e do candidato. O tom de palanque, pedindo votos e mobilização, foi usado nos dois pronunciamentos.

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Fernando Henrique, que falou antes de Serra, ressaltou que o País vive "um momento de grande densidade histórica" e um "momento para uma recuperação moral". FHC deu destaque para a biografia do candidato tucano, relatando sobre seu exílio no Chile, na época em que Serra era um "jovem de olhos esbugalhados", nas palavras do ex-presidente. "Ele se dá bem com as crianças", afirmou.

AE
Fernando Henrique Cardoso abraça o candidato tucano José Serra em evento no Reserva Cultural, na Avenida Paulista

"Precisamos ganhar a eleição. E pra ganhar a eleição, temos que sair do casulo, temos que batalhar e batalhar bastante", disse Serra. "Temos que alimentar a onda eleitoral."

Admitindo novamente que o temor do paulistano em que ele renuncie ao mandato apresenta um "obstáculo" na sua campanha, Serra fez críticas duras ao PT, citando o julgamento do mensalão e a troca no Ministério da Cultura, com a entrada de Marta Suplicy (PT-SP). "Nós estamos vivendo em uma outra era. Esse julgamento que está no STF mostrando isso e aquilo é uma mudança no Brasil. É o começo do fim. É o começo do começo do fim da impunidade do Brasil", afirmou, recebendo aplausos da plateia.

"( A presidenta Dilma Rousseff ) pode fazer a campanha que quiser na televisão, etc. Agora, trocar a ministra para fazer com que a ministra que vai apoie o candidato do mesmo partido em São Paulo, em matéria de patrimonialismo, é um ponto máximo", acrescentou o candidato, dizendo também que "o PT reviveu o que o Brasil tinha de pior nessa matéria de patrimonialismo". "O PT é o bolchevismo sem utopia", completou.

A atriz Beatriz Segal tomou a palavra logo depois do ex-presidente, dizendo, da plateia, que "depois dessas palavras, o Serra sai eleito". O ex-chanceler Celso Lafer atribuiu ao tucano a qualidade de "alargar o campo do possível", enquanto Julio Medaglia disse que Serra "é a maior inteligência política do Brasil". Bruna Lombardi, ao tomar a palavra, discordou do maestro: "Nós estamos no meio de grandes inteligências neste País".

Com menos destaque que os demais, e sem ser anunciada pelo microfone como os outros, a ex-participante da primeira edição do reality show Big Brother Brasil Alessandra Begliomini, conhecida como Leka, ficou todo o tempo do discurso parada em pé, na lateral do palco.

Batendo palmas efusivas a cada final de pronunciamento, a atriz contou que havia sido convidada para o evento pela coordenadoria de campanha de Serra. "Eu já acompanho o Serra há muitos anos", afirmou ao iG Leka, que usava no vestido um adesivo da campanha.

Após o discurso de FHC, foi lido o manifesto dos intelectuais em apoio ao candidato tucano. "A cidade de São Paulo vai escolher nestas eleições um de dois caminhos: o da inovação, que tem a seu favor a experiência e exemplos concretos de mãos limpas, ou o das ideias velhas, mirabolantes e ultrapassadas, somadas à inexperiência e a aventuras", diz o texto.

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