'Não vou fugir do Brasil', diz José Dirceu

À espera de um veredito no julgamento do mensalão, ex-ministro da Casa Civil diz que continua levando 'vida normal' e voltou a dizer que é inocente

iG São Paulo | - Atualizada às

O ex-ministro-chefe da Casa Civil e réu no julgamento do mensalão  José Dirceu afirmou que não fugirá do Brasil caso seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Essa história que inventam de que vou sair do Brasil não combina comigo”, disse Dirceu, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo .

As declarações foram dadas na sexta-feira, antes de a revista Veja publicar no último fim de semana reportagem em que o publicitário Marcos Valério aponta o ex-presidente Lula como "chefe" do esquema. Na denúncia apresentada pelo Ministério Público, Dirceu é acusado de corrupção ativa e formação de quadrilha.

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AE
Ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu é acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa

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Dirceu disse que continua levando uma vida “normal” e que confia no julgamento, reafirmando sua inocência. "Não é que não tem prova no processo contra mim. Eu fiz a contraprova. Eu sou inocente. Eu confio na Justiça”, defendeu-se.

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O ex-ministro disse que não tem a "ilusão" de ser considerado inocente, mesmo que seja absolvido pelo STF. “Em sete anos ( desde que estourou o escândalo ), eu não tive a presunção da inocência. Por que vou ter a ilusão de que isso vai ocorrer, mesmo que eu seja considerado inocente pelo Supremo?", questionou.

No último fim de semana, Dirceu não quis comentar a reportagem veiculada pela revista Veja . Diante das declarações atribuídas pela revista a Marcos Valério, o ex-chefe da Casa Civil afirmou que não fala sobre este tema. O advogado do petista, José Luis de Oliveira Lima, disse que a reportagem é "leviana" e "desprovida de provas"

Julgamento

O julgamento do mensalão entra nesta segunda-feira na quarta fase . Este é considerado um dos momentos mais importantes de todo o processo, que envolve os votos dos ministros sobre o suposto esquema de compra votos parlamentares. Hoje o ministro relator Joaquim Barbosa começa a fazer sua exposição, que deve durar duas sessões. O próximo a votar será o revisor Ricardo Lewandowski, que será seguido pelos outros sete ministros.

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Nesta etapa, serão julgados 23 réus, que respondem pelos crimes de corrupção ativa, passiva e formação de quadrilha. Entre eles, estão dois ex-ministros - o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu e o ex-titular dos Transportes Anderson Adauto; ex-dirigentes do PT como o então tesoureiro Delúbio Soares e o ex-presidente José Genoino; ex-deputados como o presidente do PTB, Roberto Jefferson, e congressistas da ativa, como Valdemar Costa Neto (PR).

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