Em reunião informal, maioria do STF rejeita sessão extra para julgar mensalão

Foram contra sugestão apresentada pelo relator Joaquim Barbosa os ministros Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli e Cármen Lúcia, que participam também das sessões do TSE

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Em reunião informal durante o intervalo da tarde desta segunda-feira (17), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram não realizar sessão extra na quarta-feira (19) pela manhã para acelerar o julgamento da ação penal do chamado mensalão, informou à Reuters uma fonte da Corte.

As principais vozes em contrário foram os três ministros que têm assento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Marco Aurélio Mello, José Antonio Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

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A três semanas das eleições municipais, eles argumentaram que aumentar em mais uma sessão semanal o julgamento da ação penal do mensalão traria prejuízos à votação de recursos e ações no TSE, sobrecarregado com a proximidade do pleito. O TSE se reúne duas noites na semana, às terças e quintas.

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Outros ministros argumentaram que apressar o julgamento da ação reforçaria o argumento dos advogados dos 37 réus de que a defesa está sendo "submetida a rito sumário", apressado pelo impacto que teria caso as condenações saíssem antes das eleições de outubro.

A sugestão de fazer uma quarta sessão na semana foi oficializada pelo relator do processo, Joaquim Barbosa. Também é defendida pelo presidente do STF, Ayres Britto.

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O ministro Marco Aurélio, que já havia proposto uma sessão extra para julgar outros casos, voltou a opinar que a manhã extra para a mesma ação reforçava a ideia de ser o STF um "tribunal de processo único".

Nesta segunda, o relator começou a ler seu voto sobre o capítulo do julgamento que trata do núcleo político. Ele deve concluir apenas a parte referente ao PP, faltando ainda outros três partidos e a parte referente ao que a denúncia chamou de comando político do esquema, os três ex-dirigentes do PT - José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares.

Barbosa afirmou em seu voto que não há dúvidas de que houve compra de apoio político ou votos a favor do governo no Congresso.

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