'Nunca estivemos tão bem', diz Guerra sobre desempenho do PSDB na eleição

Presidente da sigla prevê vitórias em ao menos 800 cidades, minimiza performance de Serra em São Paulo e diz que Celso Russomanno, líder nas pesquisas, 'é vento puro'

Bruna Carvalho - iG São Paulo | - Atualizada às

Sob risco de sair derrotado da eleição na maior cidade do País, o PSDB comemora o que considera ser um bom desempenho do partido no País nesta reta final de campanha. "Está acima da nossa expectativa e esperamos que continue assim", disse ao iG o presidente nacional do partido, deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE). "Nunca estivemos tão bem."

Especial: Veja a cobertura completa do iG sobre as eleições de 2012

Pesquisa: Russomanno cresce quatro pontos e vai a 35%, diz Ibope

Segundo o deputado, a meta do partido é ganhar a eleição em entre 800 e 1.000 municípios. O PSDB lidera a disputa com candidatos próprios, segundo as últimas pesquisas, em cinco capitais, e está coligado ao candidato na dianteira da disputa em outras cinco.

Em compensação, em São Paulo, capital do Estado governado pelo PSDB desde 1996, o partido enfrenta uma campanha em queda. O ex-governador e ex-prefeito José Serra registrava 30% das intenções de voto em março e hoje tem cerca de 20%. Mas, para o presidente do partido, essa tendência deve mudar nos próximos 15 dias.

Agência Estado
Para o presidente nacional do PSDB, Serra vai reverter tendência de queda em SP em 15 dias; 'Russomanno é vento puro', diz ele

"Muita gente pensava que ele não desejava ser prefeito e agora ele está convencendo a todos que vai ( cumprir o mandato até o fim )." A preocupação do eleitor com o fato de Serra ter abandonado a prefeitura 16 meses após a posse em 2004 acendeu um alerta na campanha tucana. O próprio candidato chegou a admitir que seu eleitorado fiel se afasta por medo da renúncia e, em suas inserções na televisão, se justificou e prometeu que não abandonaria o cargo.

Em meio ao esforço da campanha em passar a mensagem de que Serra seguirá no cargo, a última pesquisa Datafolha mostrou uma oscilação negativa de um ponto no desempenho do tucano, que ficou com com 20%. O líder, Celso Russomanno (PRB), também oscilou para baixo, ficando com 32% e Fernando Haddad (PT), ganhou um ponto, e soma 17%. Ontem, pesquisa Ibope reforçou o quadro, com um crescimento de Russomanno, que avançou quatro pontos, para 35%. Serra oscilou um ponto para baixo, ficando com 19%.   

'Russomanno é vento puro'

Questionado se o PSDB não incorreu em um erro por ter menosprezado Russomanno no início da campanha, contando com sua desidratação certa com o horário eleitoral, Sérgio Guerra insistiu que o candidato não possui força e não durará na dianteira. "( Russomanno ) é vento puro. O importante não é estar ( na frente ), o importante é ficar. Ele não está com nada. Ele pode começar a cair hoje, amanhã ou depois de amanhã. Mas vai cair."

Na disputa para chegar ao segundo turno, a campanha de Serra endureceu os ataques contra Fernando Haddad. Em inserções na televisão, chegou a relacioná-lo ao mensalão e a criticar a posse de Marta Suplicy (PT) no Ministério da Cultura. O cargo, que pertencia a Ana de Hollanda, foi decisivo para que a ex-prefeita apoiasse o candidato petistaem São Paulo, após ter sido preterida pelo PT da disputa eleitoral.

Horário eleitoral: Na TV, Serra e Haddad trocam ataques

"Marta ( Suplicy ) tem tanto a ver com a cultura brasileira quanto eu tenho a ver com astronomia. É uma manobra eleitoral precária. Nunca antes alguém teve a desfaçatez de fazer o que foi feito agora. Nomeia uma ministra hoje e no outro dia ela está na campanha do PT", disse Sérgio Guerra, que criticou a atitude também da presidenta Dilma Rousseff .

"Não tem problema Dilma entrar na propaganda eleitoral. O problema é ela usar o tempo reservado para a sociedade e fazer campanha. Anunciar agora uma redução do preço da energia elétrica e criticar o governo que a antecedeu", disse Guerra em relação ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso .

FHC também participa das campanhas eleitorais do PSDB, com inserções na TV. Ele fez um artigo criticando o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , que foi prontamente rebatido por Dilma Rousseff. "Artigos não são necessariamente eleitorais."

Ritmo de campanha:  No Tocantins, tucano faz campanha embalado por jingle de Lula

O presidente do PSDB também comentou o caso de plágio de uma música da campanha de Lula na cidade de Porto Nacional, Tocantins , por um candidato tucano. "Nós não vamos fazer nada (em relação ao candidato). Esse assunto é do diretório estadual. O PSDB (nacional) não vai agir nesse caso."

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG