Nomeação para o ministério põe Marta no páreo para corrida eleitoral de 2014

Ao assumir Ministério da Cultura, petista volta a ser cotada no PT para a disputa do Palácio dos Bandeirantes; além dela, são cogitados nomes como Mercadante e Alexandre Padilha

Ricardo Galhardo - iG São Paulo | - Atualizada às

Ao ser escolhida pela presidenta Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Cultura no lugar de Ana de Hollanda, Marta Suplicy entra na disputa pela vaga do PT na eleição pelo governo de São Paulo em 2014. Ela entra na lista de cotados - em desvantagem, por enquanto -  ao lado dos ministros da Educação, Aloizio Mercadante , e da Saúde, Alexandre Padilha.

Mudança na Esplanada:  Ana de Hollanda deixa Ministério da Cultura; Marta assume

Senado:  Vaga deixada por Marta Suplicy pode voltar para o PT

Agência Brasil
Ao assumir ministério, Marta entra na disputa por vaga de candidata ao governo de São Paulo

Segundo fontes do PT e do governo, a escolha de Marta na Esplanada revela também que Dilma decidiu fazer seu próprio jogo no xadrez eleitoral de 2014, deixando de agir a reboque do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva .

É consenso no PT que a escolha do candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes será arbitrada por Dilma e Lula. O partido estava preocupado com a possibilidade de acirramento na disputa interna entre Mercadante e Padilha e de que isso pudesse rachar o partido e contaminar duas áreas fundamentais do governo.

Poder Online: Suplente de Marta diz que é 'como um vice'

Marta Suplicy:  'A maioria dos evangélicos não é homofóbica'

Por isso, muitos petistas defendiam a entrada de um terceiro nome na disputa para quebrar a polarização. O preferido de Lula era o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho. Ao escolher Marta, Dilma se antecipou ao ex-presidente e ocupou o espaço que poderia ser usado por Marinho. A avaliação no PT é que o prefeito agora está praticamente fora da disputa.

Agência Estado
Ministro da Saúde, Padilha também está no páreo

Conforme petistas, Mercadante lidera a disputa. Foi candidato ao governo nas últimas duas eleições (a segunda delas a contragosto), é há duas décadas um dos maiores nomes do PT e comanda um dos principais ministérios da Esplanada.

Posse: Marta elogia legado de Lula e diz 'se identificar com a área'

Em seguida vem Padilha. Além de comandar outro ministério importante, Padilha trabalha há pelo menos três anos na pavimentação da candidatura ao governo paulista. Neste período foram poucos os finais de semana em que não visitou prefeitos no interior do Estado. Um exemplo do empenho do ministro aconteceu no dia 30 de junho, quando o PT realizou as convenções para formalizar suas candidaturas em várias cidades. Naquele sábado, Padilha foi a nada menos do que cinco convenções petistas em cidades próximas a São Paulo.

Saiba mais: Dilma pede a Marta que entre na campanha de Haddad

No MinC, Marta terá a chance de se reabilitar politicamente. Desde que deixou o Ministério do Turismo para perder a disputa no PT pela candidatura à prefeitura em 2008, Marta entrou num processo de isolamento interno. O antigo “grupo da Marta” se fragmentou por diversos motivos que vão desde aliados que alçaram voo solo até desavenças pessoais.

No MinC, Marta terá um palco para exposição nacional e uma máquina com força reagrupar sua tropa e romper o isolamento interno. “Ela volta para o cenário nacional em um ministério que pode dar muita projeção e vai fazer política com as bancadas e prefeitos”, disse um cardeal petista.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG