'Não há pressa' para concluir processo do mensalão, diz Ayres Britto

Para o presidente do STF, apesar dos atrasos - a previsão era de que o julgamento terminasse em setembro - 'está todo mundo no ritmo adequado'

Agência Estado |

Agência Estado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou nesta sexta que "não há pressa" para concluir o processo do mensalão . O magistrado ressaltou também que, apesar da possibilidade de o julgamento se estender até as eleições municipais, os ministros que integram a corte não fizeram "conexão" do caso com o pleito. "Nunca fizemos esse tipo de conexão, de avaliação", declarou. O STF avalia se fará sessões extrar às quartas-feiras de manhã.

Leia mais: Maratona do julgamento do mensalão já cansa ministros do STF

Leia também: Mensalão para tramitação de ao menos 800 processos no STF

STF / Divulgação
Para Britto, julgamento está no ritmo adequado

O STF concluiu na quinta-feira (13) a análise do capítulo sobre lavagem de dinheiro. A partir de segunda-feira (17) deve começar a julgar o núcleo político do escândalo, que envolve, entre outros, personalidades como o ex-ministro José Dirceu (PT) e o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, internado nesta sexta com dores abdominais.

Placar: Veja como está o placar da votação no julgamento do mensalão

Saiba tudo: Veja o dia a dia do julgamento desde o início das sessões

Até o momento, o único político incluído nas partes do processo já analisadas pela corte foi o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT). Ele foi condenado por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro , o que levou o petista a renunciar à candidatura para a prefeitura de Osasco (SP).

O julgamento do mensalão teve início em 2 de agosto e a previsão inicial era de que o processo fosse concluído no início de setembro. "De fato, a previsão era de que em um mês terminássemos tudo, mas não foi possível", observou Ayres Britto. O presidente do STF ressaltou, porém, que o processo é "um seguir adiante, um andar para frente" e que o julgamento está "caminhando bem". "Está todo mundo no ritmo adequado, conciliando segurança técnica por parte dos ministros na formulação de seus votos e presteza na entrega da prestação jurisdicional", salientou.

Relembre: Lewandowski condena Valério e mais cinco por lavagem de dinheiro

Leia também: STF está dividido sobre sessões extras do julgamento

Leia mais: Barbosa pede para Lewandowski parar com 'jogo de intrigas'

Ayres Britto foi um dos palestrantes do Congresso Internacional de Direito de Estado, encerrado nesta sexta na capital mineira, no qual também estavam previstas as participações da ministra Cármen Lúcia, do STF, e Teori Zavascki, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que acaba de ser indicado pela presidente Dilma Rousseff para a vaga no Supremo aberta com a aposentadoria do ministro Cezar Peluso, mas eles não compareceram.

O presidente da mais alta corte do País deu apenas uma rápida entrevista ao chegar para o evento e evitou o caso do mensalão em sua palestra, que teve que ser adiantada devido a outros compromissos do ministro. Ele lembrou que, apesar de o mensalão já se estender além do previsto inicialmente e de o caso consumir todas as sessões realizadas durante a semana desde o início do julgamento, a corte não paralisou seus trabalhos.

Especial iG: Leia todas as notícias sobre o maior julgamento da história do STF

"Cada ministro está despachando monocraticamente em seus gabinetes. Já fizemos inclusive uma sessão extraordinária para cuidar de outros processos", observou. Foi num desses despachos monocráticos, por exemplo, que o ministro Marco Aurélio Mello concedeu habeas corpus ao fazendeiro Regivaldo Galvão, condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da missionária Dorothy Stang em 2005.

    Leia tudo sobre: mensalãojulgamento do mensalãoayres brittostf

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG