CPI do Cachoeira aponta falha em prestação de contas de Perillo

Técnicos da Comissão Parlamentar de Inquérito não conseguiram detectar em que foram gastos R$ 8.898 depositados na conta do governador de Goiás em 2002

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Documentos enviados à CPI do Cachoeira com extratos bancários do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), apontam falhas na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral do então candidato à reeleição, em 2002. Técnicos da CPI não conseguiram detectar em que foram gastos R$ 8.898,00 depositados na conta de Perillo, no dia 6 de agosto de 2002.

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Assessoria de Perillo afirmou que 'não tem cabimento discutir uma conta de campanha que foi aprovada'


Pelos extratos bancários em poder da CPI, o tucano recebeu R$ 300 mil da EGL Empreendimentos Gerais S.A., sucessora da BMG Corretora S.A. Esses recursos foram depositados em 29 de julho de 2002 em uma das contas de Perillo. No dia 31 de julho, R$ 290 mil saíram para a Tarso Estratégia e Comunicação Ltda. Outros R$ 8.898,00 foram para uma conta do governador Perillo.

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Na prestação de contas do governador apresentada à Justiça Eleitoral no dia 30 de novembro de 2002, os R$ 290 mil foram destinados à CMP Comunicação Ltda., que, apesar do nome diferente, tem o mesmo CNPJ da Tarso Estratégia e Comunicação. Já os R$ 8.898,00 depositados na conta do governador não aparecem na prestação.

Técnicos da CPI não conseguiram descobrir se os recursos saíram da conta do governador e onde foram gastos. Na época, a legislação eleitoral permitia que os recursos de campanha transitassem por contas do candidato. Além disso, o CNPJ da EGL na prestação de contas à Justiça Eleitoral é diferente do número que aparece nos extratos das contas bancárias de Perillo.

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Outro lado

Procurada pelo jornal O Estado de S. Paulo para dar explicações sobre as discrepâncias, a assessoria de imprensa do governador Marconi Perillo afirmou que "não tem cabimento discutir, dez anos depois, uma conta de campanha que foi plenamente aprovada pela Justiça Eleitoral".

Assinada por Isanulfo Cordeiro, a nota diz que "como não encontrou absolutamente nada de errado, irregular ou ilegal na vida pessoal e nos mandatos exercidos por Marconi Perillo, a CPMI, de forma direcionada e rasteira, vem tentando, de qualquer maneira, criar algum tipo de constrangimento ao governador".

Na disputa pela reeleição em 2002, Perillo obteve uma receita de R$ 9,1 milhões. Valor exatamente igual às despesas da campanha. A doação de R$ 300 mil feita pela EGL foi uma das maiores recebidas pelo tucano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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