Em ato com Lula e Haddad, PT poupa Russomanno e ataca Serra

Candidato do PRB e líder nas pequisas foi citado apenas duas vezes, enquanto o tucano e FHC sofreram bombardeio petista

Ricardo Galhardo - iG São Paulo | - Atualizada às

Embora o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenham traçado um cenário para o segundo turno da eleição pela prefeitura de São Paulo com Fernando Haddad (PT) contra Celso Russomanno (PRB), o tucano José Serra e o PSDB serão os alvos dos ataques do partido até o final do primeiro turno.

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A estratégia ficou clara durante o ato de apoio de sindicalistas ao candidato petista realizado nesta terça-feira, em São Paulo, com a presença de Lula. Russomanno, que lidera as pesquisas de opinião , foi citado apenas duas vezes enquanto Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o “tucanato” foram fustigados pelo bombardeio petista.

Agência Estado
Em ato de apoio de sindicalistas com Haddad e Lula, PT mantém estratégia de 'bater' em Serra

As declarações mais agressivas partiram do vereador Antonio Donato (PT), coordenador geral da campanha de Haddad e presidente municipal do partido. “A população de São Paulo vai dar um enterro de indigente ao Serra”, disse ele. “O Serra está derrotado”, completou.

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De acordo com as últimas pesquisas, o tucano e o petista estão em situação de empate técnico mas Serra continua numericamente à frente de Haddad.

Haddad criticou a gestão de Serra na área da saúde durante sua passagem pela prefeitura e lembrou que foi este tema que levou o tucano a derrotar a petista Marta Suplicy em 2004.

Fernando Henrique, que recentemente publicou artigo criticando a suposta “herança maldita” de Lula, também foi alvo de ataques de todos os oradores, menos Lula.

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“O antecessor do presidente Lula tem muitos diplomas mas o presidente Lula é hoje o campeão em títulos de doutor honoris causa”, disse Haddad, que também criticou FHC por ter retirado R$ 7 bilhões da educação com o fim da Desvinculação de Receitas da União (DRU).

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, acusou FHC de governar contra os trabalhadores e não poupou o ex-presidente. “Em 2002 derrotamos o tucanato e enfiamos um trabalhador operário goela abaixo dessa elite conservadora”, disse.

Segundo integrantes da cúpula petista, a estratégia de poupar Russomanno e atacar Serra vai se manter até o final do primeiro turno. A ideia é deixar que Serra cumpra o papel antagonista do candidato do PRB. “Nosso adversário hoje é o Serra. As críticas ao Russomanno serão pontuais, dentro do debate político, sem golpes abaixo da linha da cintura”, disse um dirigente petista.

“No segundo turno São Paulo vai poder escolher entre dois projetos novos (Haddad e Russomanno). A estratégia não muda. Vamos continuar batendo no Serra e no Kassab (aliado do tucano)”, disse Donato ao iG.

O evento com sindicalistas também marcou a entrada definitiva de Lula na campanha de Haddad. Em seu discurso, o ex-presidente disse que vai privilegiar a campanha em São Paulo em detrimento de cidades importantes em outras regiões do país.

Além disso, Lula comparou Haddad à presidenta Dilma Rousseff, que a exemplo do candidato nunca havia disputado uma eleição. Na saída do evento Lula fez questão de pegar Haddad pelo braço e leva-lo para o meio da multidão. Antes de ir embora, Lula foi questionado se Russomanno o preocuparia e respondeu: “Não, não”.

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