'Russomanno é onda passageira', aposta presidente do PSDB

Sérgio Guerra afirma ao 'Brasil Econômico' que candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo não manterá o mesmo índice de intenção de voto e demonstra confiança em reação de Serra

Pedro Venceslau - Brasil Econômico |

AE
Sérgio Guerra, presidente do PSDB, ao lado de Serra: 'Russomanno é onda passageira'

Apesar do crescimento de Celso Russomanno (PRB) na última pesquisa eleitoral em São Paulo e da queda de José Serra (PSDB), que aparece empatado tecnicamente com Fernando Haddad (PT), os caciques tucanos ainda acreditam que o líder na disputa paulistana não passa de um cavalo paraguaio. “O Russomanno é uma onde passageira que vai ceder em breve”, disse ao Brasil Econômico o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE). Contrariando as expectativas, o dirigente afirma que o resultado apresentado pelo instituto Datafolha foi positivo. “O crescimento do Fernando Haddad já era esperado, mas ele está acontecendo mais lentamente do que prevíamos.”

TViG: 'Eu incomodo os grandes partidos', diz Russomanno

Assista: 'Pode ter católico como eu. Agora, mais que eu, não', diz Russomanno

Veja mais: Russomanno minimiza denúncias e diz que ninguém é culpado a priori

Para o também deputado Walter Feldmann (PSDB-SP), membro da coordenação da campanha de Serra, o jogo ainda está no primeiro tempo. “Nossa avaliação é que essa é uma onda enorme, do tipo havaiana. Mas ela ficará fraca quando chegar à praia. Os sentimentos iniciais da campanha são superficiais. O eleitor toma sua decisão no final.”

Assista: 'Vídeo do carnaval acabou jogando a meu favor', afirma Russomanno

Pesquisa: Russomanno cresce e amplia vantagem sobre Serra, diz Datafolha

Segundo os dados apresentados pelo Datafolha, Celso Russomanno cresceu quatro pontos em relação à pesquisa anterior e se isolou na liderança, com 35%, no momento em que todos apostavam em sua queda devido ao pouco tempo de exposição na TV. Já José Serra (PSDB) oscilou negativamente um ponto e chegou aos 21%. O petista Fernando Haddad subiu dois pontos e aparece com 16%. “Acho difícil o Russomanno desinflar a ponto de não ir ao segundo turno. O Serra deve ser ultrapassado por Haddad”, avalia o cientista político Cláudio Couto, professor da FGV-SP.

Para o especialista, a alta rejeição de Serra abriu espaço entre os eleitores da direita tradicional. “O Russomanno é mais parecido com o Collor do que com o Maluf. Ele é um franco atirador. Em 2012, deve se repetir o duelo entre o PT e um antagonista.”

Couto reconhece que errou na primeira fase da campanha ao subestimar a força de Celso Russomanno. “O passado eleitoral dele é de cavalo paraguaio, mas dessa vez ele entrou na baixa classe média.” Na mesma época em setembro de 2010, Russomanno apareceu em terceiro lugar na pesquisa Datafolha para governador em São Paulo, com 7%, depois de ter passado meses na liderança. Naquele momento, o líder era Geraldo Alckmin (PSDB), que venceria o pleito.

Já em 2008, o prefeito Gilberto Kassab , então no DEM, estava apenas em terceiro com 18%, atrás de Alckmin e Marta Suplicy (PT) nessa altura de setembro. No final da disputa, ele acabou eleito. “O PSDB errou na escolha do seu candidato em São Paulo. O momento pedia um nome novo, o que faria o partido ganhar capital político. Acho muito difícil o Serra ir para o segundo turno”, opina o sociólogo Aldo Fornazieri, diretor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

“A situação do Serra é mesmo muito difícil”, diz o vereador petista Antonio Donato, coordenador da campanha de Fernando Haddad. Ele revela que a estratégia do partido na reta final da campanha será buscar os votos de Russomanno que têm identidade com o PT. “O PT tem 27% da preferência partidária e o Russomanno tem 30% desse nicho”, diz. 

Leia mais notícias sobre política, economia e negócios no Brasil Econômico

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG