Serra reage a ataques do PT e diz que adversários 'abandonaram' São Paulo

Em resposta às críticas petistas de que teria largado o mandato de prefeito pela metade, tucano cita 'abandono' administrativo durante a gestão de Marta Suplicy, atacada por vice

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Para rebater as críticas feitas por seus adversários a sua renúncia a Prefeitura de São Paulo para disputar o governo do estado em 2006, o candidato do PSDB à sucessão municipal, José Serra , disse que o PT abandonou a cidade quando esteve na administração municipal. O tucano atacou a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), entre 2001 e 2004, para rebater uma propaganda de TV em que a campanha do candidato Fernando Haddad (PT) se refere indiretamente a Serra como "aquele candidato que abandonou a Prefeitura no meio do mandato".

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"Pior do que qualquer coisa é o abandono em que a cidade ficou quando eles tiveram a Prefeitura. Dezesseis mil reais em caixa, fila de 13 mil credores, postos de saúde sem remédios, obras paradas e a grande obra que fizeram que foram os túneis dos Jardins, que inundaram logo depois e que custaram uma fortuna", disse Serra, após evento de sua campanha. "Esse é o PT, então não há surpresa nenhuma."

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Nos últimos dias, o candidato do PSDB passou a explicar voluntariamente o episódio da renúncia, mesmo quando não é provocado por eleitores ou jornalistas. Nesta terça-feira (4), o tucano subiu ao palanque de um buffet na zona leste de São Paulo para falar a um grupo de mil mulheres idosas, convidadas pela candidata a vereador Myryam Athie (DEM). Cada uma pagou R$ 20 pelo convite para um "chá" com a presença de Serra. Foram servidos salgadinhos e refrigerantes em copos de plástico.

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"Tem muito boato se espalhando - boatos importantes. Um deles é o boato de que, se for eleito, eu saio para me candidatar em dois anos. Eu fiz isso uma vez, sim, mas fiz com o apoio da população de São Paulo. Tive mais votos para governador do que para prefeito", justificou-se o tucano. "Porque, do jeito que as coisas estavam, o PT ia levar o governo do estado e ia arrebentar o estado como já tinha arrebentado a Prefeitura! Por isso, eu fui candidato."

Myryam Athie, que já foi vereadora, também encarou o episódio em seu discurso, mas de maneira mais discreta. "Essa história que querem lembrar, aquela ação lá atrás... Vocês sabem que muitas vezes a gente tem que ir para o sacrifício", disse.

A candidata também adotou a estratégia ensaiada por militantes da campanha de Serra nas ruas, que tentam convencer os eleitores de que o tucano é o candidato mais preparado e que seus principais adversários são inexperientes. "Não dá para testar! Nós temos que ficar com o que nós já conhecemos", afirmou.

Vice critica Marta

Em nota assinada pelo vice candidato da chapa do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Alexandre Schneider (PSD), os tucanos responderam às críticas da senadora Marta Suplicy (PT) que rebateu declarações de José Serra sobre a gestão petista. Nas redes sociais, Marta disse que o tucano mentiu e "fabricou o caos", ao lançar a tese de que ele assumiu uma gestão falida em 2005. Na nota, Schneider diz que Marta foi reprovada pela população e por seu próprio partido.

"Marta acha que fez um governo razoável. A população acha o contrário. Mandou-a para casa em 2004. Mandou-a para casa, de novo, em 2008, quando ela perdeu, de lavada, para Kassab", diz a nota intitulada "Papel pequeno". "O PT também parece não ter acreditado que a gestão da ex-prefeita foi, minimamente, razoável. Nem deixou ela concorrer agora, em 2012. Ou seja: Marta foi reprovada três vezes", emenda.

Ao afirmar que a senadora assumiu o "triste papel" de atacar os adversários do candidato do PT, Fernando Haddad, a nota diz que a petista "mente" e que "entra na campanha municipal pela porta dos fundos". A nota também lista os problemas enfrentados por Serra ao sucedê-la na prefeitura em 2005, entre eles, estariam os cheques sem fundo emitidos na época, a falta de pagamento da dívida do município e a decisão do governo federal de bloquear R$ 55 milhões de recursos da administração municipal.

O texto também ataca Haddad que é acusado de abandonar a gestão Marta Suplicy para assumir um cargo no governo federal, "deixando o rojão da falência" (do município) nas mãos da então prefeita. "Haddad, que foi chefe de finanças da Marta, criou a taxa de lixo, a taxa de iluminação e o maior aumento de IPTU da história recente da cidade. É, bom lembrar: no meio do desastre, se mandou pra Brasília, deixando Marta. Com o rojão da falência na mão", diz a nota.

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