Russomanno minimiza denúncias e diz que ninguém é culpado até que se prove

Em entrevista ao iG, candidato do PRB rechaça acusações, diz que incomoda os 'grandes partidos' e faz piada sobre apelidos como 'cavalo paraguaio' e 'zebra'

iG São Paulo | - Atualizada às

Líder nas intenções de voto da corrida pela Prefeitura de São Paulo, com 35% de acordo com a pesquisa do Datafolha divulgada nesta quarta-feira (5), o candidato do PRB, Celso Russomanno , minimizou as denúncias de que foi alvo desde o início da campanha e as atribuiu ao incômodo que sua candidatura causa nos “grandes partidos políticos”.

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Em entrevista  ao iG , Russomanno procurou desqualificar as acusações. “Denúncias na política têm um monte. Se é verdade ou mentira, são outros quinhentos. O Estado de direito, previsto na Constituição, é de que ninguém é culpado antes que seja provado. Quem tem de fazer a prova da culpabilidade é o Ministério Público”, afirmou.

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Questionado sobre reportagem publicada pelo iG que revelou que Russomanno destinou uma emenda parlamentar de R$ 1,1 milhão para o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec), ONG que preside , o candidato do PRB disse que não houve nenhuma irregularidade. “Foi a primeira vez que eu fiz isso e ela não se consolidou. Podia ter mantido a emenda. Não tinha impedimento legal nenhum. Fiz isso porque estava preocupado com o atendimento das pessoas”, disse.

Assista a trecho da entrevista: 

“Eu acho que incomodo os grandes partidos políticos que vem governando São Paulo e se alternando” , completou Russomanno.

‘Cavalo paraguaio’

Na entrevista ao iG , Celso Russomanno também disse acreditar que será capaz de manter seu desempenho nas pesquisas. “Eu já tive vários adjetivos. Como ‘cavalo paraguaio’, quando diziam que quando eu saísse dos meus programas de televisão eu ia desintegrar. Aí não aconteceu. Depois diziam que, quando chegasse o programa eleitoral, ele vai desintegrar e falaram que era um ‘voo de galinha’. E disseram que Celso Russomanno agora é zebra. Não aconteceu. Na verdade, é trabalho. Fico muito feliz, mas recebo com muita humildade e com o pé no chão”, afirmou.

Veja outro trecho da entrevista: 

O candidato do PRB também falou sobre sua antiga relação com o ex-prefeito Paulo Maluf, seu ex-correligionário no PP e que hoje apoia o petista Fernando Haddad. “Não tenho esse relacionamento, nunca tive. Foi uma guerra judicial, uma atrás da outra. É só ver quantas ações judiciais foram trocadas dentro do PP”, disse.

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