'Eu incomodo os grandes partidos', diz Russomanno

Líder nas pesquisas para a Prefeitura de São Paulo, o candidato do PRB diz no estúdio do iG que não pensou em alianças do segundo turno

iG São Paulo | - Atualizada às

O candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (PRB) afirmou, em entrevista exclusiva ao iG , que talvez não precise de apoio de outros candidatos em um eventual segundo turno. Nesta quarta-feira, foi divulgada pesquisa Datafolha, que coloca o candidato na liderança com 35% dos votos, 14 pontos a frente do seu rival tucano, José Serra .

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Relembre: 'Seria bom uma igreja por quarteirão', defende Russomanno

"Eu não posso falar de alianças, porque a gente não chegou no segundo turno ainda", afirmou o candidato. Questionado sobre quem poderia se incomodar com o bom desempenho de sua candidatura, Russomanno afirmou: "Eu acho que incomodo os grandes partidos políticos, que vem governando São Paulo e se alternando".

Assista: 'Vídeo do carnaval acabou jogando a meu favor', afirma Russomanno

O candidato também fez um comentário sobre o polêmico vídeo em que aparece entre modelos durante uma cobertura de carnaval pela TV Gazeta . Ele afirmou que, apesar de ter sido atacado como amoral, aquele era um trabalho normal, que foi desempenhado por ele com "carinho" e de maneira alegre.

"Você assistiu aos vídeos? Eu cometi alguma irregularidade? Algo que não fosse natural? Todas as brincadeiras sem falar um palavrão, sem atentar contra o pudor de ninguém", afirmou Russomanno. "O ataque (divulgação do vídeo) teve a intenção de desmoralizar e só jogou a meu favor." Clique aqui para ver uma das entrevistas feitas por Russomanno durante o carnaval .

Religião

Ele afirmou também que não se pode misturar religião e política e que há uma tentativa de ligar seu nome à Igreja Universal do Reino De Deus (IURD). Ainda assim, Russomanno reafirmou que se existisse uma igreja em cada quarteirão, "nós teríamos uma sociedade mais livre, mais justa". "As pessoas não matam e não roubam, não é porque elas têm medo de ser preso, é porque elas têm uma religião".

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Celso Russomanno disse que ele frequenta a Igreja Católica desde criança e que seu partido, o PRB, foi fundado por um "católico fervoroso", em referência ao ex-vice-presidente José Alencar. "No meu partido, 80% é católico ou ligado a alguma coisa do catolicismo, 20% são evangélicos. Dos 20%, apenas 6% são da Igreja Universal", afirmou. "No meu partido, até os homossexuais têm espaço e são candidatos."

Questionado sobre o fato de ser desconhecido por grande parte da população, e do medo de parcela da sociedade em referência a quais pessoas e forças estão por trás dele, o candidato do PRB afirmou que "professores universitários da USP e de outras universidades" apoiam sua candidatura.

Paulo Maluf

Instigado a dar um conselho a Fernando Haddad (PT), que hoje está coligado com Paulo Maluf (PP) - presidente estadual do antigo partido de Celso Russomanno - o candidato se negou a fazer comentários sobre o assunto. "Foi uma guerra judicial (com Paulo Maluf), uma atrás da outra. É só ver quantas ações judiciais foram trocadas dentro do PP. Só me mantive lá, porque obedeço a fidelidade partidária", disse o candidato, que foi filiado ao PFL e ao PSDB antes de entrar para o PP. "Se não me mandarem embora, vou ficar no PRB o resto da minha vida."

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