Líder nas pesquisas, candidato do PRB evita marca de candidato da Universal e diz que seu partido tem "80% de católicos"

Enquanto seus principais adversários concentraram os ataques mais duros no segundo debate da eleição municipal deste ano , o candidato à prefeitura paulistana pelo PRB e líder nas pesquisas, Celso Russomanno, voltou a evitar a associação direta entre seu nome e a Igreja Universal do Reino de Deus. No  confronto realizado nesta segunda-feira pela RedeTV! , Russomanno investiu na afirmação de que seu partido é composto, em sua maioria, por católicos e seguidores de outras religiões.

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"Prefiro discutir os problemas da cidade. Não estamos fazendo a eleição para Papa do Brasil, mesmo porque isso não existe. Estamos fazendo eleição para prefeito de São Paulo”, afirmou. 

“Eu queria dar um dado. O meu partido é constituído por 80% de católicos ou outras religiões”. “20% são evangélicos, e só 6% são da Igreja Universal”, declarou Russomanno, ao ser questionado por jornalistas sobre seu vínculo com a igreja. “O fundador do partido, José Alencar, era católico fervoroso”, emendou, em referência ao ex-vice-presidente da República e companheiro de chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O candidato do PRB também tomou a iniciativa de buscar uma aproximação com o eleitorado homossexual. “Todos são bem-vindos no PRB, que aceita os homossexuais. Inclusive temos candidatos homossexuais. Não temos problema nenhum com isso, pelo contrário, queremos que todos sejam bem-vindos no PRB”, declarou. 

Líder nas pesquisas, o candidato Celso Russomanno (PRB) chega ao debate eleitoral em São Paulo
Agência Estado
Líder nas pesquisas, o candidato Celso Russomanno (PRB) chega ao debate eleitoral em São Paulo

Debate

No embate realizado na noite desta segunda, a maior parte dos ataques foi dirigida aos candidatos José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT). O peemedebista Gabriel Chalita , por exemplo, criticou o tratamento dado pela administração de Serra na educação e relembrou denúncias envolvendo a campanha tucana em 2010. "Eu não tenho histórico de mentiroso. Não fui eu que disse que não conhecia Paulo Preto", disse Chalita, em referência à relação entre o tucano e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suspeito de ter fugido com R$ 4 milhões em recursos da campanha tucana.

Haddad, por sua vez, foi alvo dos ataques lançados por candidatos como a postulante do PPS, Soninha Francine : "E o Maluf, Haddad?", provocou, ao falar da polêmica aliança entre o ex-ministro e o ex-prefeito pepista. "Eu não sei se você tem encontrado com ele", ironizou Haddad, ao responder à adversária. "Eu faço aliança com partidos políticos e disse desde o começo que vou fazer aliança com todos os partidos da base da presidenta Dilma", completou Haddad.

Russomanno, enquanto isso, enfrentou algumas críticas em tom mais ameno. Respondeu, por exemplo, à afirmação do pedetista Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, de que seria contra a construção do estádio do Corinthians, o Itaquerão.

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