Deputado tucano alega compromissos ‘inadiáveis’ e adia depoimento à CPI

Apontado como envolvido no esquema do bicheiro Cachoeira, deputado tucano enviou ofício à comissão pedindo para depor no próximo dia 18

iG São Paulo | - Atualizada às

AE
Deputado Carlos Leréia enviou um ofício à comissão que investiga as relações entre Cachoeira e servidores públicos e privados

Em ofício encaminhado na segunda-feira à CPI do Cachoeira , o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) informou que não poderá comparecer à reunião desta terça-feira (4) e pediu para que seu depoimento seja adiado.

No documento, o deputado, que falaria sobre denúncias de envolvimento com a organização de Carlinhos Cachoeira, afirma que tem “importantes e inadiáveis compromissos pessoais anteriormente assumidos”. Ainda no ofício, Leréia se coloca à disposição da comissão a partir do dia 18 de setembro.

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De acordo com investigações da Polícia Federal, o parlamentar teria recebido dinheiro da organização de Carlos Cachoeira. Além disso, teria alertado o contraventor sobre uma operação policial e usado o cartão dele para fazer compras. Em entrevistas concedidas após as denúncias, Leréia se declarou amigo de Cachoeira e negou ter ligação com a exploração de jogos ilegais.

Na Câmara, o PSOL já encaminhou pedido de abrertura de processo contra o parlamentar. Uma comissão de sindicância votou pelo encaminhamento do processo ao Conselho de Ética, mas a decisão final cabe à Mesa da Câmara dos Deputados.

A CPI do Cachoeira investiga as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos com servidores públicos e privados em um esquema de exploração de jogos ilegais. Cachoeira está preso desde o dia 29 de fevereiro , no âmbito das investigações da Operação Monte Carlo da PF.

Laranja

Além do deputado, a CPI convocou também para esta terça-feira André Teixeira Jorge, ex-funcionário da Delta Construções . Ele obteve liminar em pedido de habeas corpus, na última sexta-feira e o mais provável é que fique calado diante dos parlamentares.

A liminar foi deferida pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é apontado pela polícia como integrante da organização. As investigações apontam também que sua evolução patrimonial e movimentações financeiras são incompatíveis com os rendimentos declarados. Por esse motivo há suspeitas de que ele seja usado como “laranja” pelo grupo.

Com Agência Senado

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