Russomanno é acusado por MP de falsidade ideológica

Ele é acusado de mentir sobre seu domicílio eleitoral e simular o aluguel de um imóvel em Santo André para disputar vaga de prefeito na cidade em 2000

Agência Estado |

Agência Estado

Uma conta de luz pode complicar a vida do líder isolado nas pesquisas de intenção de voto na corrida pela Prefeitura de São Paulo. Celso Russomanno (PRB) é acusado pelo Ministério Público (MP) de mentir sobre seu domicílio eleitoral e simular o aluguel de um imóvel em Santo André com o objetivo de disputar a vaga de prefeito da cidade do Grande ABC em 2000.

Investigado:  MP pede quebra do sigilo fiscal de empresa de Russomanno

Leia mais: Russomanno diz que não fez lobby em favor de empresa

AE
Ao lado de seu vice, Luiz D'Urso (PTB), Celso Russomanno (PRB) inaugura comitê central de campanha


Uma série de testemunhas e, principalmente, a falta de consumo de energia do apartamento onde ele dizia morar naquela época põem em xeque a versão apresentada por ele no caso.

As informações constam de uma ação penal na qual Russomanno é réu desde junho, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu a denúncia contra ele. Após o recebimento, o processo voltou para a primeira instância, porque o hoje candidato do PRB já não tinha mais foro privilegiado - ele deixou de ser deputado federal no ano passado. Russomanno tem depoimento marcado para dar explicações à Justiça no dia 29 de janeiro de 2013.

Caso Cachoeira: Citado em grampos, Russomanno diz ser alvo de 'aloprados'

Candidato do PRB: Russomanno usou verba pública em passagens aéreas para a família

Para o Ministério Público, embora tenha afirmado em documento que morava no apartamento da região central de Santo André, ele nunca residiu no imóvel. A legislação exige que o candidato more na cidade onde se vai disputar um cargo pelo menos três meses antes de pedir a transferência do domicílio eleitoral.

Instado a se explicar nos autos, o candidato apresentou, via seus advogados, um contrato de locação e o recibo dos pagamentos dos aluguéis de julho, agosto e setembro de 1999, como forma de comprovar o domicílio.

O Ministério Público, porém, chamou várias testemunhas para depor. Na ação penal, o porteiro do prédio e o vizinho de porta afirmam nunca ter visto Russomanno por lá. Para rebater as acusações, o candidato em São Paulo apresentou quatro testemunhas que disseram tê-lo visto no prédio.

Leia também: Russomanno promete salário de R$ 20 mil para médicos

Especial iG: Leia todas as notícias sobre as eleições municipais de 2012

A promotoria as desqualificou, justificando que uma era locador do imóvel, outra filiada ao partido de Russomanno e as duas últimas disseram tê-lo visto apenas uma vez.

A pena máxima para o crime de falsidade ideológica é de cinco anos de detenção. Pelo fato de o caso ter ocorrido há mais de uma década, a pena numa eventual condenação poderá estar prescrita. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG