Haddad afirma que condenação de João Paulo Cunha não afeta sua campanha

Candidato petista à Prefeitura de São Paulo diz que 'desvio de conduta' não macula imagem do partido e cita processos contra PSDB como exemplo

iG São Paulo |

O candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou em sabatina realizada pelo Grupo Estado  nesta quinta-feira (30), que acredita que a condenação do ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha, pelos crimes de peculato e corrupção passiva no julgamento do mensalão, não deve atrapalhar sua campanha em São Paulo.

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"Eu acredito que não. Os partidos defendem ideários, a ética é um atributo do indivíduo. Você não tem um atributo coletivo da ética. Qualquer agremiação humana você pode ter desvio de conduta, isso vale para um partido, para uma igreja e até para uma família", disse.

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Ele citou também processos que envolveram o PSDB, partido do adversário José Serra , como o processo que envolve o senador Eduardo Azeredo, chamado mensalão mineiro, e as denúncias contra a administração da ex-governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius. "E por que não se diz que isso macula o PSDB? Porque o PSDB é um partido que defende um ideal de sociedade e ele não defende a impunidade, como o PT não defende a impunidade. Não há como um partido não defender a ética na política", defendeu.

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O candidato a defender a aliança com o PP do deputado federal Paulo Maluf. Haddad lembrou que o partido faz parte da base aliada do governo federal e que também integra o governo estadual do tucano Geraldo Alckmin. "Faz dois anos que eles estão aliados com o governo do Estado", comentou o candidato, questionando o interesse pela aliança entre PT e PPO petista também comemorou a entrada da senadora Marta Suplicy em sua campanha.

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"Ela foi uma grande prefeita e lembrada com muito carinho pela população", destacou. Segundo Haddad, a presidenta Dilma Rousseff deve participar de sua campanha a partir de setembro. "São Paulo é muito importante para o desenvolvimento nacional", justificou.

Com Agência Estado

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