Ex-dono da Delta fica em silêncio na CPI e volta a causar discussão sobre rito

Munido de habeas corpus concedido pelo STF, empresário suspeito de se relacionar com Cachoeira não falou à comissão

iG São Paulo | - Atualizada às

O empresário e ex-dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, compareceu para depoimento à CPI do Cachoeira nesta terça-feira (29). Munido de habeas corpus concedido pelo STF que lhe garantia o direito constitucional de não falar, Cavendish afirmou que não responderia as perguntas dos parlamentares. "Por orientação do meu advogado, eu permaneço em silêncio", afirmou Cavendish.

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Antonio Augusto/Agência Câmara
Empresário e ex-dono da empreiteira Delta em depoimento à CPI do Cachoeira nesta quarta-feira (29)

Antes que a comissão dispensasse o empresário, o senador Alvaro Dias (PSDB) submeteu uma preliminar à mesa da CPI questionando Cavendish sobre declarações suas em áudios captados pela Polícia Federal. "O senhor disse que compra senador por R$ 6 milhões. Que senador o senhor comprou ou compraria por R$ 6 milhões? Interpelei-o judicialmenete e a Justiçado Rio de Janeiro disse que não o encontrou. É uma questão de hombridade que o senhor responda", afirmou Dias. "Em momento oportuno, responderei", alegou o depoente. 

O silêncio de Cavendish voltou a causar uma discussão de rito na CPI, que, até o momento, tem dispensado os depoentes que se recusam a falar. O presidente da comissão, Vital do Rêgo (PMDB-PB), prometeu que, na próxima semana, a comissão discutirá a possiblidade de que as perguntas sejam feitas mesmo que os convocados não as respondam.

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Paulo Preto

Depôs nesta terça-feira o ex-diretor da empresa rodoviária do governo de São Paulo (Dersa), Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que negou acusações de teria arrecadado doações para campanhas do PSDB no estado. “Eu nunca atuei na área de campanha política de nenhum candidato”, afirmou. Souza também alegou que nunca procurou ou foi procurado por empresas interessadas em fazer doações.

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Ele se mostrou magoado com a forma com que foi demitido do governo tucano em São Paulo, em 2010. "Fui demitido oito dias depois de entregar as três maiores obras Rodoanel, Jacu-Pêssego, Marginal Tietê e rodovia dos Tamoios. Os incompetentes devem ter medo de mim", disse.

O engenheiro também repudiou o apelido "Paulo Preto", atribuído a ele pela impressa, mas nunca usado por funcionários da Dersa, segundo ele. "É prejorativo, para magoar e macular a minha imagem", completou.

Com Agência Câmara e Valor Online

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