Cavendish poderá ficar calado em depoimento à CPI nesta quarta

Defesa do empresário conseguiu habeas corpus para que ele possa permanecer em silêncio, embora não tenha obtido dispensa do comparecimento à sessão

Agência Senado |

Agência Senado

O empresário Fernando Cavendish , ex-presidente da Delta Construções, conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de permanecer em silêncio no depoimento marcado para esta quarta-feira (29) na CPI do Cachoeira. 

Cavendish, no entanto, terá de comparecer à CPI, pois o pedido de dispensa apresentado por seus advogados foi negado pelo relator do habeas corpus no STF, ministro Cezar Peluso.

Leia mais: Líder do PPS diz que uso do Dnit na campanha de Dilma é 'crime eleitoral'

Leia também: Líder do PT nega que tesoureiro pediu a Pagot doação para campanha

Saiba mais: Pagot admite ter pedido doação de empresas à campanha de Dilma

A Delta é apontada pela Polícia Federal como irrigadora de empresas de fachada envolvidas no esquema de corrupção e desvio de dinheiro público do qual fazia parte o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira , preso desde 29 de fevereiro pela operação Monte Carlo da PF.

Após o depoimento do ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antônio Pagot, nesta terça-feira (28), o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse que já há elementos mais do que suficientes para que a CPI peça o indiciamento de Cavendish por corrupção ativa e formação de quadrilha. "Está patente para mim que a Delta é a cabeça de um esquema de corrupção com tentáculos em praticamente todos os estados do País", afirmou. 

Saiba mais: Ex-diretor diz que Dnit tinha problemas com Delta e culpa Cachoeira por demissão

Especial iG: Saiba tudo sobre a CPI do Cachoeira

Ao comentar a decisão de Cavendish de se manter em silêncio, o senador disse que, embora o empresário não fale, a CPI já tem “elementos mais do que razoáveis” para que ele seja indiciado.

Maior detentora de contratos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e atuante em vários estados, a Delta chegou a ser colocada à venda por apenas R$ 1, assim que surgiram as notícias de envolvimento da empresa com Cachoeira. O negócio, porém, foi posteriormente cancelado.

Desde então, senadores e deputados de oposição passaram a cobrar a convocação do dono da Delta. 

Além de Cavendish, foi convocado Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, estatal responsável pela manutenção de rodovias no estado de São Paulo.

Paulo Vieira foi convocado pela CPI depois que a imprensa publicou entrevista com Luiz Antônio Pagot, que denunciou tentativa de formação de caixa 2 em campanha eleitoral para candidatos do PSDB.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG