Marido de Roseli Pantoja afirma que não abriu empresas que estão em seu nome

Em depoimento à CPI do Cachoeira, Gilmar Carvalho Moraes afirmou que um homem chamado "Valdeir" teria aberto empresas como forma de quitar uma dívida

iG São Paulo | - Atualizada às

Os integrantes da CPI do Cachoeira ouviram nesta terça-feira o contador Gilmar Carvalho Moraes, ex-marido da comerciante Roseli Pantoja, acusado de usar seu nome para abrir empresas de fachada utilizadas no esquema criminoso comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira.

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Antonio Augusto/Agência Câmara
O contador Gilmar Moraes em depoimento à CPI do Cachoeira nesta quarta-feira (29)

Moraes afirmou à comissão que seu nome e seu CPF foram utilizados à sua revelia para a abertura de empresas vinculadas ao esquema. Ele disse ainda que Roseli também teve seus dados utilizados sem que tivesse conhecimento. Roseli entrou em contato com a CPI nesta terça-feira (28), quando informou vem sofrendo ameaças.

O contator acusou um homem chamado Valdeir como responsável pelo uso de seu nome e CPF. Ele contou que tinha uma dívida de R$ 7 mil com essa pessoa e que, em troca da quitação da dívida, Valdeir propôs a abertura de uma empresa com os dados de Moraes. "Fui pressionado a aceitar a abertura da empresa. Ele [Valdeir] até mostrou uma arma para mim", declarou.

Moraes se disse ameaçado e declarou que foi procurado nesta semana, na casa de seu ex-cunhado, por homens que se identificaram como policiais. Ele afirmou que desconhece Carlinhos Cachoeira. Após o término da sessão, o depoente foi encaminhado para a Polícia Federal, onde será colocado no programa de proteção à testemunha.

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Cavendish

O empresário e ex-dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, também compareceu para depoimento à CPI do Cachoeira nesta terça-feira (29). Munido de habeas corpus concedido pelo STF que lhe garantia o direito constitucional de não falar, Cavendish afirmou que não responderia as perguntas dos parlamentares. "Por orientação do meu advogado, eu permaneço em silêncio", afirmou Cavendish.

Antes que a comissão dispensasse o empresário, o senador Alvaro Dias (PSDB) submeteu uma preliminar à mesa da CPI questionando Cavendish sobre declarações suas em áudios captados pela Polícia Federal. "O senhor disse que compra senador por R$ 6 milhões. Que senador o senhor comprou ou compraria por R$ 6 milhões? Interpelei-o judicialmenete e a Justiçado Rio de Janeiro disse que não o encontrou. É uma questão de hombridade que o senhor responda", afirmou Dias. "Em momento oportuno, responderei", alegou o depoente.

O silêncio de Cavendish voltou a causar uma discussão de rito na CPI, que, até o momento, tem dispensado os depoentes que se recusam a falar. O presidente da comissão, Vital do Rêgo, prometeu que, na próxima semana, a comissão discutirá a possiblidade de que as perguntas sejam feitas mesmo que os convocados não as respondam.

Antonio Augusto/Agência Câmara
Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa-SP, depõe na CPI do Cachoeira nesta quarta-feira (29)

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Paulo Preto

Primeiro a depôr hoje, o ex-diretor da empresa rodoviária do governo de São Paulo (Dersa), Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, negou acusações de teria arrecadado doações para campanhas do PSDB no estado. “Eu nunca atuei na área de campanha política de nenhum candidato”, afirmou. Souza também alegou que nunca procurou ou foi procurado por empresas interessadas em fazer doações.

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Ele se mostrou magoado com a forma com que foi demitido do governo tucano em São Paulo, em 2010. "Fui demitido oito dias depois de entregar as três maiores obras Rodoanel, Jacu-Pêssego, Marginal Tietê e rodovia dos Tamoios. Os incompetentes devem ter medo de mim", disse.

O engenheiro também repudiou o apelido "Paulo Preto", atribuído a ele pela impressa, mas nunca usado por funcionários da Dersa, segundo ele. "É prejorativo, para magoar e macular a minha imagem", completou.

Com Agência CâmaraAgência Senado e Valor Online

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