Ao chegar para depor, Paulo Preto diz não conhecer Carlinhos Cachoeira

Ex-diretor da Dersa é acusado de ser responsável por contratos entre a estatal e a empresa Delta; ele também é apontado como operador de um caixa 2 para campanhas do PSDB

iG São Paulo |

O engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, estatal rodoviária do governo de São Paulo, disse, ao chegar para depor na CPI do Cachoeira , que não conhece o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira , e que não tem o que temer.

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AE
O ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, em foto tirada em 2010


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Paulo Preto é apontado pela Polícia Federal como responsável por contatos entre a estatal paulista e a empresa Delta Construções. Ele ainda é acusado de ser operador de um suposto caixa 2 para campanhas tucanas.

A Delta é apontada pela Polícia Federal como irrigadora de empresas de fachada envolvidas no esquema de corrupção e desvio de dinheiro público do qual Cachoeira fazia parte. O bicheiro está preso desde 29 de fevereiro, após a Operação Monte Carlo da Polícia Federal.

“Fui convocado para esclarecer e esclarecerei. Não me sinto intimidado. Vou falar a minha versão, que é a verdade dos fatos”, disse Paulo Preto. “Só sou ameaça para os incompetentes”, completou.

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Paulo Preto não ingressou com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe garantiria o direito de permanecer em silêncio. Pela Constituição Federal, nenhum cidadão é obrigado a produzir prova contra sim próprio, mesmo sem o benefício do habeas corpus. Contudo, o instrumento tem sido requerido por vários convocados para depor em CPIs por precaução.

Sobre Cachoeira, o engenheiro disse que o conhece apenas pelo que viu publicado na imprensa. “Não conheço o Carlos Augusto Ramos. O que soube é pela imprensa”, frisou.

A CPI do Cachoeira se reúne hoje para ouvir, além de Paulo Preto, o ex-dono da Delta Fernando Cavendish. O empresário ingressou e conseguiu habeas corpus para permanecer em silêncio.

Também poderá ser ouvido hoje Gilmar Morais , ex-marido de Roseli Pantoja, cujo nome consta como societária de uma das empresas fantasmas usadas no esquema de Cachoeira. Roseli relatou à CPI ontem que sofreu ameaças, assim como seu ex-marido.

Com Agência Brasil

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