Líder do PPS diz que uso do Dnit na campanha de Dilma é 'crime eleitoral'

Deputado Rubens Bueno (PR) reagiu às declarações do ex-diretor do Dnit Luiz Antônio Pagot à CPI do Cachoeira e afirmou que doações configuram 'claro uso da máquina do governo'

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O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), afirmou nesta terça-feira (28) que a denúncia de uso do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na campanha de Dilma Rousseff à Presidência , em 2010, configura "claro uso da máquina do governo para fins eleitorais".

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Bueno tomou como base as declarações do ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antonio Pagot à CPI do Cachoeira, onde disse ter sido procurado por duas vezes pelo tesoureiro de campanha de Dilma , o deputado federal José de Filippi (PT-SP). "No meu entendimento, no mínimo, trata-se de crime eleitoral", disse.

No depoimento, Pagot disse que, em uma reunião da sede do Dnit, o tesoureiro petista pediu-lhe que procurasse "umas 30 a 40 empresas" para pedir doações à campanha da então candidata do partido. Em uma segunda conversa, quando Dilma já estava eleita, Pagot disse que tratou de dívidas de campanha a saldar. O ex-diretor disse à CPI que, desta vez, não seria possível arrecadar novamente recursos junto aos empresários do setor.

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Na reunião da CPI, Bueno listou algumas empreiteiras doadoras da campanha de Dilma que figuram na prestação de contas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ouviu do depoente que ele havia feito contato com essas e com outras empresas que aportaram recursos na campanha da então candidata. O líder citou a doação da Delta Construções de R$ 1,1 milhão ao Diretório Nacional do PT nas eleições de 2010. A empresa é acusada de envolvimento com o esquema do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira , e alvo das investigações da CPI.

Empresas apontadas por Bueno como doadoras da campanha petista, em 2010, assim como a Delta, teriam recebido dinheiro do governo federal sob o comando de Dilma. "A Delta cresceu entre 2003 e 2011, justamente quando o grupo do mensalão tomou conta da República", disse Bueno.

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