'Prefeito não tem ideologia. Prefeito tem pragmatismo', afirma Eduardo Paes

Candidato à reeleição diz que o Rio vive um bom momento graças ao clima de harmonia entre o prefeito, o governador do estado e o Palácio do Planalto

Octávio Costa e Gabriela Murno - Brasil Econômico |

Aos 42 anos de idade e 20 de carreira política, Eduardo Paes se considera um carioca feliz. Depois de votações recordes para vereador e deputado federal, conseguiu realizar o sonho de se eleger prefeito do Rio de Janeiro em 2008. Com o apoio do ex-presidente Lula , ajudou a Cidade Maravilhosa a conquistar o direito histórico de sediar a Olimpíada de 2016. Mas estava faltando superar um obstáculo.

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Beth Santos
"Prefeito não tem ideologia, prefeito tem pragmatismo, tem é que mostrar resultado", afirma o candidato à reeleição do Rio de Janeiro

Em entrevista ao Brasil Econômico , na noite da última quarta-feira (22), Paes confessou que só no último mês deu início a uma obra que, embora de menor importância, vinha desafiando sua administração: a reforma dos 25 elevadores do prédio da prefeitura, na Cidade Nova. "Cada vez que subia para meu gabinete no 13° andar com um convidado estrangeiro, eu ficava morto de vergonha. O prefeito de Goiânia veio uma vez conhecer o Centro de Operações e fomos parar no poço. Essa é uma vitória maior do que a conquista das Olimpíadas, disse ele, sem esconder a alegria com seu feito mais recente.

Vencida a questão dos elevadores, Paes, agora, está totalmente dedicado ao desafio da reeleição. Pelas pesquisas de intenção de voto, suas chances são grandes. Com quase 50% das preferências, tem larga vantagem sobre o segundo colocado, Marcelo Freixo , do PSOL, e pode vencer o pleito no primeiro turno. Para o prefeito, a situação confortável nas pesquisas se deve às mudanças que marcaram o Rio nos últimos anos. "Herdamos uma cidade com autoestima no chão, exemplo de vergonha no que se trata de políticas públicas, Hoje, o Rio é uma cidade com autoestima boa, cheia de perspectiva, cheia de desafios, mas cheia de esperanças, cheia de sonhos, com muito investimento e gerando muito emprego", afirma. E atribui o bom momento principalmente ao fim dos conflitos políticos entre o prefeito, o governador e o ocupante do Palácio do Planalto.

Peemedebista como o governador Sérgio Cabral, ele destaca que também se entende às mil maravilhas com Dilma Rousseff . Admite que sua formação política é mais liberal do que a da presidente, mas ressalta que essa diferença não influi no relacionamento. "Prefeito não tem ideologia, prefeito tem pragmatismo, tem é que mostrar resultado", diz.

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Diante do apoio de intelectuais, como Caetano Veloso e Chico Buarque, à candidatura de Freixo, Paes garante que também tem gente de peso do seu lado e cita, entre outros, o arquiteto Oscar Niemeyer, o poeta Ferreira Gullar e o cantor Diogo Nogueira. Disposto a não deixar flanco aberto para os adversários, apressa-se em reconhecer que, apesar dos avanços, ainda há pontos vulneráveis na vida da cidade. O principal deles está na baixa qualidade dos serviços de saúde. "Há muita coisa a fazer nesse setor. Eu cheguei a 38% da população com cobertura do Programa Saúde da Família, mas tenho que chegar a 70%. Estamos na metade do caminho", explica.

O prefeito também vê problemas na mobilidade urbana. Mas acredita que até a Olimpíada, com novas linhas do metrô e as vias rápidas para coletivos, os gargalos nos transportes deixarão de existir. Eduardo Paes aposta que os Jogos de 2016 deixarão um legado vital para o Rio de Janeiro. "Aprendi com o prefeito de Barcelona. Há dois tipos de Jogos Olímpicos: os que se servem da cidade e a cidade que se serve dos Jogos. Nós temos que nos servir dos Jogos para deixar um legado tangível", diz, sem adiantar seus planos políticos para depois de 2016.

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Brasil Econômico: O sr. aparece como favorito nas eleições para a prefeitura do Rio. Acredita que será reeleito?

Eduardo Paes: Eu vejo eleição sempre como um momento especial da política, da vida de um homem público. Vejo até como um momento de repactuação com a sociedade e com a cidade. Vejo com muita humildade e um enorme respeito aos meus adversários. Eu acho que no caso de uma eleição é um pouco isso, cabe a população julgar se o Rio está melhor e se as coisas estão avançando. Mas é claro que não está tudo perfeito, ainda há muita coisa para fazer. Então, eu vejo eleição assim. Não vejo essa coisa de ganhou, perdeu, se errou ou não. Eu acho que no meu caso, como eu sou prefeito, eu tenho que chamar a atenção da população para esta reflexão. E se Deus quiser, se a população quiser, fico no cargo por mais quatro anos, o que para mim seria uma honra enorme e um prazer imenso.

Brasil Econômico: O sr. tem lido jornais e as críticas feitas pelos seus adversários ao seu governo?

EP: Agora estou em uma fase provinciana, só leio coisas de cidade. Aliás, só estou lendo agora Contigo!, Amiga e Caras para não ler nenhuma notícia negativa.

Brasil Econômico: Um dos principais pontos da sua campanha de reeleição é a comparação com os governos anteriores. Por que esta tática é tão presente?

EP:  Eu não faço comparações com governos passados, eu faço com o Rio que a gente herdou. Herdamos uma cidade com autoestima no chão, exemplo de vergonha no que se trata de políticas públicas, uma cidade desacreditada, incapaz de olhar para frente, sem perspectivas de futuro e se lamuriando do que foi no passado. Hoje, o Rio é uma cidade com autoestima boa, cheia de perspectiva, cheia de desafios, mas cheia de esperanças, cheia de sonhos, com muito investimento e gerando muito emprego. Temos a menor taxa de desemprego das regiões metropolitanas brasileiras. Muita coisa está acontecendo, então, esta comparação tem que ser feita.

Brasil Econômico: Dá para separar os dois momentos: o de prefeito do Rio e o de candidato à reeleição?

EP: Tem que dar. Então, defini que durante a semana cumpro meus compromissos como prefeito e faço campanha nos finais de semana. Claro que há exceções, mas campanha em dias da semana, só se for no início da manhã, no almoço ou bem no fim do dia.

Brasil Econômico: Os adversários têm criticado sua ausência em alguns debates. Por qual motivo o sr. não tem participado desses encontros?

EP:  Eu me comprometi a ir em todos os debates na televisão. Eu tenho que conciliar as agendas, não tenho tempo para ir a todos os debates, pois tenho mais o que fazer.

Brasil Econômico: Marcelo Freixo está recebendo apoio de uma corrente intelectual expressiva, com Caetano Veloso e Chico Buarque à frente. Há alguma reação do meio cultural contra o sr.?

EP: Eu tenho apoio do Ferreira Gullar, Oscar Niemeyer, Cacá Diegues, Gilberto Braga, Luiz Carlos Barreto, Martinho da Vila, Diogo Nogueira, Alcione, os reitores das universidades públicas... Eu diria, então, que boa parte da intelectualidade carioca e dos artistas está votando em mim. Não votaram em mim em 2008 e me orgulho muito estarem votando agora.

AE
Eduardo Paes é homologado candidato no Rio de Janeiro ao lado do governador Sérgio Cabral, em convenção do PMDB

Brasil Econômico: Há quem fale que há uma possibilidade de segundo turno.

EP: Eu não sou analista eleitoral. Trabalho para ganhar a eleição, seja em primeiro ou segundo turno. Eu nem comento pesquisa, na verdade, ela nunca me anima e nem me deprime, porque não olho.

Brasil Econômico: Como o sr. avalia os seus quase quatro anos de governo?

EP: Tenho muito orgulho do governo que fiz, do clima que a gente criou na cidade, da maneira como eu conduzi, com transparência. Foi um governo sem escândalos. Meus adversários têm uma enorme dificuldade de encontrá-los, porque, de fato, a gente governou de forma muito aberta e transparente. Fizemos muita coisa, mas não acertamos tudo, ainda há problema na cidade. Ainda temos desafios enormes adiante.

Brasil Econômico: Quais seriam estes desafios? Muito tem se falado a respeito de problemas na saúde pública da cidade, por exemplo.

EP: Se eu tivesse que eleger o principal problema, seria realmente a saúde, com certeza. Dobramos o orçamento, avançamos horrores, decuplicamos o número de pessoas atendidas pelo Programa Saúde da Família, fizemos cinco novos hospitais, mas como pegamos uma situação de intervenção federal, de abandono completo, de subinvestimento, ainda falta muita coisa. Eu cheguei a 38% da população com cobertura do Programa Saúde da Família, mas tenho que chegar a 70%. Estamos na metade do caminho. Saímos de 3,5% para 38%, mas precisa chegar a 70%, então, ainda é um grande desafio.

Brasil Econômico: Na saúde há a necessidade do aporte federal ou a prefeitura dá conta sozinha?

EP: Sempre há. Eu estou sempre com o pires na mão tentando tomar um dinheirinho da presidente Dilma.

Brasil Econômico: Sua relação com a presidente Dilma Rousseff é boa? Afinal, sua formação política é liberal e bem diferente da formação dela, mais à esquerda.

EP: A relação é maravilhosa. Divergências há até com a minha mulher em casa, mas a gente busca estabelecer consensos para continuar vivendo junto. Não é que a gente pense tudo igual, mas há regras de convivência. E é uma convivência prazerosa, não é uma questão de aliança política apenas. Prefeito não tem ideologia, prefeito tem pragmatismo, tem é que mostrar resultado. Eu acho que o prefeito tem que lidar com os problemas da cidade no seu cotidiano. Cada vez mais os prefeitos têm esta tarefa, porque é isso, vamos percebendo que as soluções são muito concretas, muito objetivas, não tem muita divagação ideológica nisso. E eu tenho com a Dilma uma ótima relação, porque ela também tem essa visão de gestora e é muito pragmática.

Brasil Econômico: Além da saúde, o Rio tem outros problemas crônicos, como os transportes...

EP: Certamente, a mobilidade ainda é um desafio. Inauguramos o primeiro BRT (Bus Rapid Transit), estamos fazendo outros dois. A revitalização da Zona Portuária começou, mas ainda é um desafio enorme. A habitação ainda é um problema, a urbanização de áreas mais pobres é outro. Temos os desafios naturais de uma grande cidade do Brasil, com as características que temos. Acho que estamos superando. A cidade tem muitos desafios diante de si, fora as obrigações que assumimos como Copa do Mundo de 2014, Olimpíadas de 2016 e tudo isso é muito complexo, pois exige muito tempo e conhecimento.

Brasil Econômico: O sr. foi subprefeito da Barra da Tijuca há 20 anos. Os engarrafamentos para chegar e sair de lá continuam terríveis. Somado a isto, há a precariedade dos transportes públicos e carência de algumas rotas. Existe solução?

EP: Tem, mas apenas na hora que tivermos transporte de qualidade. Não temos como dizer para o morador da Barra não sair de carro hoje. Na hora que tivermos a linha 4 do Metrô, que o estado está fazendo; na hora que tivermos a TransOeste, como já há, isso melhora. Basta ver a Grota Funda como está. Aquilo era um nó, ninguém passava ali. Com o BRT e com o túnel, acabou o problema. Então, você precisa de transporte de qualidade e viário. Com a TransOlímpica e a TransCarioca isso vai melhorar ainda mais. Você vai criando uma rede de transporte. Com carro, grande cidade não tem solução. Temos que ter transportes de alta capacidade e é o que estamos implementando no Rio, aí você pode dizer para o morador da Barra que ele não precisa ir de carro para o Centro, Zona Sul ou Zona Norte, porque há transporte adequando. Não há como dizer isso para ele hoje, porque ele vai ter que entrar naquele quentão e ficar igual a uma sardinha em lata. Só que isso demora para ser feito.

Brasil Econômico: E como vão a segurança e a educação?

EP: A segurança é um problema da cidade, mas que depende mais da ação do estado. Mas o interessante é que, no Rio, todas as questões estão endereçadas, há uma política pública definida e que tem funcionado de forma eficaz. Na segurança ocorre através das Unidades de Polícia Pacificadoras. Na educação, o último resultado obtido no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) graças a uma série de investimentos que fizemos na educação, demonstra isso. Ou seja, a cidade encontrou o rumo para uma série dos seus problemas.

Brasil Econômico: Quem é carioca percebe que o Centro do Rio não acompanhou o desenvolvimento do resto da cidade, constata-se até uma certa estagnação nesta área.

EP: Estamos fazendo exatamente isso, quando falamos da revitalização da Zona Portuária, pois é o retorno da cidade para a sua origem. A reforma da Zona Portuária já mostra reflexos no Centro do Rio. Esta área ainda enfrenta uma questão de legislação, mas já se tem, por exemplo, o maior prédio do Rio, que é o da Petrobras. Há muita coisa acontecendo.

Brasil Econômico: Qual é a atual situação financeira do município?

EP: A cidade vive uma situação financeira muito confortável. Nós somos hoje, em termos de investimentos sobre despesas, disparados o primeiro do Brasil. Investimos de 18% a 19% das nossas despesas, ano passado. O segundo colocado foi o estado do Ceará com 13%. O mais chocante, vou falar em números absolutos: a cidade do Rio, no ano passado, só ficou atrás do governo federal e do estado de São Paulo, investindo R$ 4 bilhões. A prefeitura do Rio é o único estado da federação que tem os três ratings de Fitch, Moody's, Standard & Poor's igual ao do governo federal, com grau de investimento. Então, a cidade está muito organizada em suas contas. Este foi um trabalho importante, renegociamos a dívida com o Banco Mundial e conseguimos tirar a cidade de um atoleiro.

Brasil Econômico: Muitos atribuem o seu favoritismo ao fato de a cidade ter conquistado a Olimpíada de 2016 e sediar a Copa do Mundo novamente, em 2014, com o Maracanã de palco da final. São, de fato, fatores de peso?

EP: Eu acho que nada é à toa. O Rio disputou em duas outras oportunidades e perdeu. Ser sede dos Jogos é fruto de uma estrutura de trabalho, de uma campanha de um ano, dos governos estarem em parceria. Além disto, tínhamos propostas concretas, mostramos credibilidade e capacidade de fazer. O bom momento que o Rio vive é fruto deste trabalho. Se há favoritismo, se eu vou ganhar ou perder as eleições em função disso, eu acho que é um conjunto de coisas. Enfim, as Olimpíadas estão no Rio, porque tinha um prefeito participativo. A final da Copa do Mundo, o Centro de Mídia e a Sede da Fifa não vêm para cá à toa. Enquanto os outros estavam olhando para o céu, eu estava lá operando, trabalhando e identificando quais eram as oportunidades disponíveis para a nossa cidade.

Brasil Econômico: Para os projetos da Copa do Mundo e da Olimpíada pesou a sintonia entre governos federal, estadual e municipal?

EP: Pesou muito o fato de a prefeitura do Rio não ser mais trincheira de luta política que nada tem haver com os interesses do povo desta cidade. Sou prefeito do Rio, estou aqui para cuidar dos cariocas. E para mim, carioca é quem ama esta cidade. Não perco tempo brigando. A cidade já viveu muito tempo cheia de conflitos, com prefeito xingando governador, xingando presidente... Eu não penso igual ao Cabral, ele não pensa igual a mim. Eu não penso igual a Dilma em tudo, ela não pensa tudo igual a mim. Mas a gente busca estabelecer consensos na hora de governar a cidade. Desavenças que surgem entre a gente são resolvidas e buscamos sempre melhorias. Por isso, a cidade está avançando. Esta parceria é muito importante. Voltar aos tempos de conflitos e brigas não dá. Trinta anos neste clima fez muito mal para a cidade.

Brasil Econômico: Para a Copa do Mundo, muita gente aponta atraso em relação à infraestrutura da cidade. A cidade também está atrasada para a Olimpíada de 2016?

EP: A Copa não é um evento só do Rio, é nacional e muito mais simples de se fazer do que as Olimpíadas, porque a Copa só precisa de um bom estádio. Acho que a gente não vai bem no que diz respeito ao aeroporto do Galeão, mas o Maracanã ficará pronto. E a obra de mobilidade para Copa, que na verdade, não tem nada a ver com o evento, é a TransCarioca que vai ficar pronta. A TransCarioca, passa por lugares que o turista não vai como Vicente de Carvalho, Madureira, Penha, Olaria, Vicente de Carvalho, Praça Seca. Então, o que fica é o legado. Eu sempre olho para estes eventos como uma oportunidade de legado, de transformação para a cidade.

Brasil Econômico: Então, o sr. ainda considera o aeroporto do Galeão um problema?

EP: Mas isso tem a ver com o governo federal. Eu sou a favor de conceder aquilo para a iniciativa privada. Talvez não haja tempo hábil para 2014 e é uma pena que não fizeram antes. Melhorar a operação do aeroporto já está bom. Menos a obra e mais a operação, pois ela é muito ruim. Para a Olimpíada, aí sim, eu imagino que temos tempo. Estou otimista. Garantimos que para os Jogos Olímpicos estará tudo pronto.

Brasil Econômico: Não há o risco de a cidade viver este grande momento, com crescimento dos investimentos, grandes eventos, e depois andar para trás?

EP: O risco existe. Mas aí é que está o desafio. O meu modelo é o de Barcelona 1992. Copiando o prefeito de Barcelona, posso dizer que há dois tipos de Jogos Olímpicos: os que se servem da cidade, e a cidade que se serve dos Jogos. Nós temos que nos servir dos Jogos para deixar um legado tangível de infraestrutura, e intangível, que é mudar a imagem da cidade e mostrar que este é um lugar bonito, cheio de praia de gente linda e alegre. Mas que é também um lugar bom para investir, para morar, e que tem uma economia forte e pujante. Este é o nosso desafio.

Brasil Econômico: Sendo reeleito, o sr. fica até 2016, no fim do mandato?

EP: Sim, fico. É um desafio fantástico transformar a cidade e não vou abrir mão de ser prefeito na Olimpíada. Tem aquela satisfação de fazer o que você sonhou a vida inteira, fazer bem feito e transformar a cidade. Eu sonhava e ainda sonho em ser prefeito do Rio. Daqui eu não saio e daqui ninguém me tira, a não ser o povo. Pena que não é um cargo vitalício. Por mim, deveria ter tombado o Rio como patrimônio da humanidade e o prefeito junto. Eu queria ter o cargo vitalício.

Brasil Econômico: Mas sua carreira política não acaba em 2016? Quais são os planos?

EP: O futuro a Deus pertence, não posso dizer que acabe. Mas pode ter certeza de que, se reeleito, serei um homem realizado.

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