Na TV, Serra e Haddad trocam críticas sobre 'descaso na saúde' em São Paulo

Tucano usa imagens de hospitais para dizer que a área estava abandonada na época do PT; já o petista inclui depoimentos de quem não consegue marcar cirurgias simples na capital

iG São Paulo | - Atualizada às

Os candidatos a prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) fizeram críticas um ao outro sobre o “descaso na saúde” na capital paulista. Serra usou imagens de 2004, quando Marta Suplicy era prefeita, para dizer que o PT promete “planos mirabolantes para a saúde, mas quando estiveram na prefeitura não fizeram nada”.

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O programa diz ainda que a “situação era caótica” antes e, quando o tucano foi eleito, “colocou ordem na casa”. O programa então mostrou imagens do Hospital M’boi Mirim dizendo que “o que era uma promessa, hoje é um hospital”. Na TV, a campanha também listou as bandeiras de Serra quando ministro da Saúde e quando prefeito da capital: genéricos, Nota Fiscal Paulista, lei antifumo etc.

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Haddad usou em seu programa depoimentos de dois homens que aguardam há mais de um ano cirurgias na rede municipal de saúde e fez críticas às gestões do atual prefeito Gilberto Kassab e seu adversário Serra: “A saúde virou um problema crônico e a solução está demorando demais. A prefeitura prometeu três hospitais e não construiu nenhum e terceirizou os serviços”. Diz que a área dá tratamento “injusto e desumano” a quem precisa.

O petista diz que a solução é simples e propõe o programa Hora Certa para que o paciente seja atendido começo ao fim em centros implantados nas subprefeituras que proporcionem consultas, exames especializados, cirurgias que não precisem de internação para que hospitais só atendam emergências. Também prometeu construir 1.000 novos leitos e três hospitais “que Kassab e Serra prometeram e não fizeram”. O programa também listou as realizações de Haddad na área da saúde mesmo sendo ministro da Educação. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece no fim do horário eleitoral do candidato.

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O programa de Celso Russomanno (PRB) mostrou o candidato fazendo corpo a corpo pelas ruas da capital paulista dizendo que ele está “sempre no meio do povo”. Embora tenha dito que não fará promessas, afirmou na TV que fará mais escolas. Russomanno também brincou com uma eleitora dizendo que não tem político famoso para lhe apadrinhar. “Meu programa é sem truques, vou estar onde sempre estive, você não vai me ver aqui (no estúdio), estou comprometido com você só com você”, afirmou.

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Paulinho da Força (PDT) falou sobre problemas no transporte e prometeu redução de impostos a empresas que aceitem se instalar na periferia para “aproximar o emprego da casa do trabalhador”. Soninha Francine (PPS) tratou do tema educação e diz que é preciso acabar com a divisão entre escolas boas e ruins em São Paulo porque ninguém pode chegar aos sete anos de estudo sem saber ler. Com pouco tempo de TV, o programa remete para o site da candidata.

Levy Fidelix (PRTB) voltou a falar do aerotrem: “Que copiem ou plagiem, mas que façam o aerotre”. Carlos Giannazi (PSOL) prometeu transparência e combate à corrupção, e usou o senador Randolfe Rodrigues em seu programa. Ana Luiza (PSTU) diz que o partido mostra a vida como ela é e diz que apoia a greve dos servidores. Eymael (PSDC) disse que São Paulo precisa de um prefeito que respeite a Constituição. Anaí Caproni (PCO) afirmou que é preciso acabar com o domínio de empresas privadas nas questões públicas da cidade. Miguel Manso (PPL) diz que é hora de mudar porque as indústrias estão indo embora de São Paulo.

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