Marta aceita gravar para Haddad, mas não quer dividir palanque com Maluf

Em encontro programado para esta segunda-feira, ex-prefeita dirá ao ex-presidente Lula que aceita participar da campanha do PT, desde que não tenha contato com seu desafeto político

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A senadora e ex-prefeita Marta Suplicy (PT-SP) concordará em gravar mensagem de apoio ao candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad , no horário eleitoral, mas não quer aparecer em nenhum ato ao lado do deputado Paulo Maluf (PP), que aderiu à campanha petista. A decisão de Marta será comunicada nesta segunda-feira (27) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , com quem ela vai almoçar.

Na semana passada, a presidenta Dilma Rousseff fez um apelo à senadora para que ela ajudasse Haddad. Nas duas conversas mantidas no Palácio do Planalto, Dilma pediu a Marta que apresentasse o ex-ministro da Educação aos eleitores de São Paulo, principalmente na zona leste, onde ele vem perdendo votos para Celso Russomanno (PRB).

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Senado Federal
A senadora Marta Suplicy aceita participar da campanha de Haddad, mas não quer Maluf por perto

Desde que foi obrigada por Lula e Dilma a desistir da candidatura para o lançamento de Haddad, no ano passado, a senadora tem se recusado a entrar na campanha do PT. Agora, Marta cederá aos apelos de Lula, mas com algumas condições. Não quer, por exemplo, ver Maluf por perto, embora o deputado também tenha apoiado sua frustrada tentativa de reeleição, no segundo turno da campanha de 2004, quando ela perdeu a Prefeitura para José Serra, do PSDB.

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"Eu pensava que teria pesadelos com o [prefeito Gilberto] Kassab . Imagine agora com o Maluf", disse a senadora, em junho, quando o PT fechou aliança com o deputado do PP, que é acusado de lavagem de dinheiro e tem o nome no alerta vermelho da Interpol.

Naquela ocasião, Lula foi à casa de Maluf e tirou votos com o deputado no dia em que ele anunciou o apoio a Haddad. O ex-presidente até hoje atribui o que os petistas chamam de "tiro no pé" a integrantes do Diretório Municipal do PT e ao próprio candidato, que o teriam convencido da necessidade de posar ao lado de Maluf.

Além de se recusar a aparecer junto com Maluf, Marta não pretende gastar sola de sapato por Haddad. Ela irá a um ou outro compromisso da campanha e subirá no palanque do ex-ministro, mas não com a frequência que desejam os petistas.

Em março, Marta disse que Haddad precisava "gastar sola de sapato" para sair do anonimato. Recomendou, ainda, que ele prestasse atenção nas alianças. "O restante é conhecer os problemas da cidade e conquistar a militância. Ninguém pode substituir nem fazer isso pelo candidato", afirmou a senadora, à época.

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