Suplicy toma as dores de Haddad e diz que Serra mostra 'desconhecimento'

Em caminhada com o candidato do PT na zona sul de São Paulo, senador critica tucano por ironizar proposta do bilhete único mensal, que virou 'bilhete mensaleiro' em programa no rádio

iG São Paulo |

Se a ex-prefeita de são Paulo e atual senadora Marta Suplicy (PT) ainda não se engajou na campanha do candidato petista à Prefeitura, Fernando Haddad , seu ex-marido, o senador Eduardo Suplicy (PT), tomou as dores do ex-ministro da Educação neste sábado (25) e, durante  caminhada na zona sul da cidade, criticou o ex-governador José Serra , candidato do PSDB, pelas críticas feitas à proposta de Haddad do bilhete único mensal. 

No horário eleitoral veiculado no rádio na última sexta-feira (24), o programa de Serra chamou de "bilhete mensaleiro" a proposta do candidato petista . Suplicy, que encontrou Haddad no início da caminhada, no início da tarde, criticou o tucano. "O Serra mostrou desconhecimento ao criticar a proposta", afirmou. 

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Levi Bianco/Brazil Photo Press/AE
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) criticou o tucano José Serra e defendeu Fernando Haddad

Haddad defendeu a proposta e disse que o modelo de bilhete único com pagamento mensal é adotado em outros países. "As pessoas não tem recursos para pagar [transporte] toda vez que entram no ônibus", explicou.

O candidato do PT disse que, se eleito, convidará o governo estadual, comandado pelo PSDB, para integrar o bilhete sugerido aos sistemas de trem e metrô. "Estamos de portas abertas para que o governo estadual adira a essa contribuição para a cidade."

Religiosos e comerciantes

Haddad fez uma visita a comerciantes ao longo da Avenida Cupecê, na zona sul da capital paulista. Em entrevista a imprensa, o petista disse que pretende incentivar, com isenção fiscal, empresas que se instalarem na região. "Vamos transformar essa região num pólo gerador de emprego e renda", prometeu. 

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Antes da caminhada pela avenida, Haddad almoçou com líderes comunitários em uma paróquia. Questionado sobre a busca de apoio de religiosos, o petista disse ser importante fazer parcerias. "Faço gosto em me reunir com lideranças religiosas porque há uma parceria importante no segmento comunitário nas áreas de saúde e educação", explicou. "Meu papel é apresentar propostas. Outra coisa é pedir votos para pastor ou pra bispo."

Questionado sobre a adesão de Marta à sua campanha, Haddad se limitou a dizer que haverá uma reunião entra ela e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira para discutir a participação da ex-prefeita que foi preterida pelo PT na escolha do candidato paulistano.

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O atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante, sucessor de Haddad na pasta, também participou do evento e afirmou acreditaa que o candidato vai crescer nas pesquisas com o horário eleitoral no rádio e na TV,que começou nesta semana. "Com as propostas na televisão e maior cobertura da imprensa, ele vai chegar no segundo turno e vencer", disse, que participou hoje da campanha do candidato.

Mercadante também destacou que Haddad tem o apoio de lideranças de peso do partido, como a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula . "Ele conseguiu construir uma aliança mais ampla do que nós (o PT) tivemos historicamente", afirmou.

Com Agência Estado

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