FHC já passa de 100 mil votos em enquete sobre presidente que mais fez pelo País

Tucano, que governou o Brasil em dois mandatos, de 1995 a 2002, aparece na liderança até o momento; internauta ainda pode votar na home do portal

iG São Paulo | - Atualizada às

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Eleito em 1994 e reeleito em 1998, FHC conseguiu derrotar a inflação com o Plano Real

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que governou o Brasil em dois mandatos, entre 1995 e 2002, já passou da marca dos 100 mil votos na enquete do iG que pergunta ao internauta quem foi o presidente que mais fez pelo País. O tucano aparece na liderança do levantamento até este momento, seguido pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), Itamar Franco (1992-1994), Dilma Rousseff (desde 2011), Fernando Collor de Mello (1990-1992) e José Sarney (1985-1990).

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A plataforma de enquete do iG é baseada no conceito real time, que promove uma interação completa e em tempo real entre todos os usuários do portal. O usuário pode votar na enquete sobre o presidente que mais fez pelo País até a próxima segunda-feira (27), quando será conhecido o resultado final.

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O leitor pode participar das enquetes e conferir de que forma todos os outros usuários estão votando simultaneamente. Assim, é possível acompanhar os resultados e medir as mudanças de humor dos internautas em relação aos principais temas do Brasil e do mundo.

Os anos FHC

Eleito em 1994 após vencer Lula ainda no primeiro turno, FHC ficaria no cargo por oito anos. No meio do mandato, o Congresso aprovou uma emenda constitucional que instituiu, para os cargos executivos, o mandato de quatro anos com direito a uma reeleição – e FHC soube tirar vantagem da emenda feita sob medida. O tucano foi o primeiro presidente da história brasileira a ser reeleito para o segundo mandato consecutivo, ambas as vezes em um turno só. Mas o grande legado de FHC se concentraria no campo econômico.

Em 1994, ele teve papel fundamental na criação do Plano Real, que acabou com a hiperinflação. No ano seguinte, teria de domar a crise bancária gerada pelo fim da era inflacionária, no programa que ficou conhecido como Proer.

Em 1999, contornou mais uma ameaça à moeda, quando a mudança para o câmbio flutuante fez disparar a cotação do dólar, então tido como âncora do real. Para piorar, o período ficou marcado por crises financeiras sucessivas – no México, na Ásia e na Rússia – que também faziam a economia nacional balançar. Ainda que as manobras para segurar o real tenham sido alvo de críticas, no fim elas garantiram a estabilidade da moeda, quando ela foi testada de forma mais decisiva.

Na área social, FHC introduziu os primeiros programas de distribuição de renda, depois ampliados pelos sucessores. Mas enfrentou dificuldades com a crise no setor energético no segundo mandato, que gerou um racionamento de energia no País, o chamado “apagão”. Além disso, a política de aperto fiscal necessária para garantir a estabilidade impediu um crescimento mais acelerado da riqueza nacional, minando a popularidade de FHC. Os dois mandatos tucanos também ficaram marcados pelas privatizações em vários setores da economia, como as telecomunicações. Após oito anos no poder, FHC não conseguiu eleger seu candidato à sucessão, José Serra (PSDB), em 2002.

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