Operação da Polícia Civil desarticula grupo do DF chefiado por Cachoeira

Três acusados de envolvimento no esquema de jogos ilegais foram presos. Dados da operação serão repassados à Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira

iG São Paulo |

A Polícia Civil desarticulou nesta sexta-feira (24) um grupo chefiado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira , que explorava cassinos na região do Distrito Federal. Segundo a polícia, a investigação da operação "Jackpot" identificou que o esquema do contraventor "migrou" de Goiás para o DF e continuava sob seu controle, mesmo na prisão .

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Foram presas três pessoas acusadas de envolvimento no esquema de jogos ilegais: Raimundo Washington de Sousa Queiroga, Otoni Olímpio Júnior e Bruno Gleidson Soares Barbosa. Queiroga e Olímpio Júnior já haviam sido presos durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, por integrarem a organização criminosa chefiada por Cachoeira. Contudo, foram soltos depois de receberem habeas corpus da Justiça.

De acordo com o delegado-chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco), responsável pela operação, o esquema criminoso “migrou” de cidades goianas do Entorno de Brasília para o Distrito Federal. Na ação de hoje, que teve a participação de 120 policiais civis, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Sobradinho, na Ceilândia, na Asa Norte, na Asa Sul, no Jardim Botânico, no Gama e no Lago Norte. Foram apreendidos um cofre, R$ 8,9 mil em espécie, e vários cheques na casa de Raimundo Washington.

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“Acreditamos que, com essa operação, o grupo criminoso foi desbaratado por completo no Distrito Federal. É preciso que essas pessoas continuem presas para que não possam voltar a atividade criminosa”, disse o delegado. Ele informou que a polícia pediu também a prisão de José Olímpio Queiroga, mas o pedido foi recusado pela Justiça. Para Henry Lopes, a prisão dele é essencial para desarticular a quadrilha.

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Os presos são acusados de formação de quadrilha, crime contra economia popular e exploração de jogos, que é uma contravenção. Eles ainda podem responder por lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar cinco anos de prisão.

O diretor-geral da Polícia Civil do DF, delegado Jorge Xavier, informou que os dados serão repassados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira. Ele se disse surpreso com o nível de ousadia da organização. “É uma coisa absurda. A CPI vai receber esse material e espero que seja decretada a prisão preventiva deles ou o Estado Brasileiro pode fechar as portas. [É] uma ousadia [o grupo] se instalar na capital da República, ao lado do Legislativo brasileiro”, frisou Xavier.

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“O Estado precisa abrir os olhos e combater com energia esse tipo de organização e evitar a impunidade. Não se trata de meia dúzia de exploradores de jogatina, mas de uma gente ousada que enfrenta o Estado brasileiro”, ressaltou o diretor-geral da Polícia Civil do DF.

Com Agência Brasil e Agência Estado

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