Campanha de Serra critica proposta de Haddad: 'bilhete único mensaleiro'

Propaganda tucana no rádio também enfatizou que proposta de bilhete único mensal não inclui integração com trem e metrô: 'Esse cara é o mesmo que criou a taxa do lixo'

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O julgamento do mensalão , processo que investiga suposta compra de apoio parlamentar durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entrou nesta sexta-feira, ao menos indiretamente, na campanha para a Prefeitura de São Paulo.

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No horário eleitoral gratuito veiculado no rádio, o programa do candidato do PSDB à sucessão de Gilberto Kassab (PSD), José Serra , chamou de "bilhete mensaleiro" a proposta do candidato petista, Fernando Haddad , de criar um bilhete único mensal para os paulistanos que usam transporte público.

Além disso, a propaganda tucana enfatizou o fato de a proposta ainda não incluir a integração com trem e metrô, geridos pelo governo do Estado, comandado pelo tucano Geraldo Alckmin . "Tem de ficar esperto, esse cara é o mesmo que criou a taxa do lixo", afirmou o narrador do programa de Serra, sem citar o nome de Haddad, em referência ao imposto criado pela prefeita petista Marta Suplicy (2001-2004) - gestão da qual Haddad participou - e extinto na administração Serra (2005-2006).

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O PSDB repetiu a fórmula do programa, com apresentadores que dialogam com bonecos. Foram mencionadas obras de Serra e Kassab na Prefeitura da Capital. O jingle da campanha de Serra, inspirado no hit Eu quero tchu, eu quero tcha , que virou Eu quero Serra, eu quero já , apareceu com o refrão original.

A campanha do petista Fernando Haddad também manteve o formato jornalístico, batizado pela campanha de Rádio 13, em referência ao número do partido. Nela, o ex-presidente Lula tomou a dianteira e dois narradores ficaram em segundo plano. Lula enumerou realizações de Haddad no Ministério da Educação e pediu para o candidato explicar o funcionamento do bilhete único mensal. Haddad afirmou que pretende "sentar com o governador" e discutir a integração do bilhete com trem e metrô.

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O programa enfatizou o nome de Marta Suplicy , tentando veicular Haddad à ex-prefeita, que ainda não participa da campanha ao lado do correligionário pelo qual foi preterida na corrida pela administração da capital paulista.

Gabriel Chalita , do PMDB, citou novamente a boa interlocução tanto com o governador Geraldo Alckmin, de quem foi secretário, quanto com a presidenta Dilma Rousseff . "Sou do partido que dá sustentação a Dilma", afirmou.

Celso Russomanno (PRB) voltou a agradecer ao "carinho" dos eleitores. Seu programa apoiou-se em um narrador que comentou o jingle da campanha, dizendo que Russomanno é "gente como a gente", e teve uma breve inserção do candidato.

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Soninha Francine (PPS) contou a história de Tânia, uma moradora de São Paulo que sofre com os problemas da cidade. O candidato Paulinho da Força , do PDT, mencionou suas propostas de eleição direta para os subprefeitos e de levar dois milhões de empregos para a periferia com incentivo fiscal. Carlos Giannazi, do PSOL, tratou do tema da educação.

Eymael, do PSDC, disse que a cidade precisa de um prefeito com "autoridade de chefe de Estado". Os candidatos do PSTU (Ana Luiza), PCO (Anaí Caproni), PPL (Miguel Manso) e PRTB (Levy Fidelix) repetiram os programas veiculados na quarta-feira.

Anaí Caproni criticou os "capitalistas" que dominam a cidade, Ana Luiza abordou os problemas de transporte, Levy Fidelix afirmou que suas ideias foram copiadas pelos adversários e Miguel Manso (PPL) citou seu partido, recém-criado, como novidade.

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