FHC, sobre rejeição a Serra: 'Algo caiu mal na imagem, mas isso muda'

Ex-presidente, que não participa diretamente da campanha do ex-governador à Prefeitura de São Paulo, minimiza alto índice de rejeição do candidato e crescimento de Russomanno

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso manifestou otimismo com campanha de Serra

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avaliou nesta quinta-feira (23) que a alta rejeição ao candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra , é apenas uma questão de imagem que pode ser revertida. Segundo a pesquisa Datafolha mais recente , Serra é rejeitado por 38% do eleitorado paulistano. "Foi alguma coisa que caiu mal na imagem, mas isso muda, melhora", avaliou o ex-presidente.

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Após participar de palestra sobre Planejamento Estratégico na Saúde Suplementar, realizada na capital paulista, FHC descartou que a saída de Serra em 2006 da Prefeitura para disputar o governo do Estado tenha sido a causa da grande rejeição. "Acho que não é isso, tanto que ele foi eleito governador", observou. Aos jornalistas, o ex-presidente disse que, se eleito, Serra não deixará o cargo em 2014. "Agora é peremptório que ele não vai sair, nem pode mesmo sair", afirmou.

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Datafolha: Russomanno ultrapassa Serra e lidera pela primeira vez em São Paulo

FHC também minimizou o crescimento do candidato do PRB, Celso Russomanno , nas pesquisas de intenção de voto. De acordo com o Datafolha, Russomanno ultrapassou Serra e aparece com 31% das intenções de voto, enquanto o tucano aparece em segundo lugar, com 27%. "Todo candidato é ameaça para o outro. Acho que o Serra tem todas as condições de, no debate, com sua presença e com a força do partido que o apoia, ganhar a eleição. Eleição é assim mesmo, tem de ter desafio", comentou.

O tucano disse que mantém a decisão de ficar longe dos palanques, apesar de seu sucessor na Presidência na República, o petista Luiz Inácio Lula da Silva , fazer campanha para o correligionário Fernando Haddad na disputa pela sucessão municipal. Para FHC, a participação ostensiva de Lula na eleição não lhe causa surpresa. "Ele sempre fez isso [campanha para seus candidatos]", disse.

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