Em Salvador, ACM Neto resgata herança do avô e Pelegrino usa Dilma e Lula na TV

Os candidatos também usaram o primeiro programa eleitoral para fazer críticas ao atual prefeito João Henrique Carneiro (PP)

iG Bahia | - Atualizada às

No primeiro dia de horário eleitoral dos prefeituráveis de Salvador na TV nesta quarta-feira (22), o candidato do DEM, ACM Neto , líder na pesquisa Ibope com 40% das intenções de voto , usou a “herança de seu avô” Antonio Carlos Magalhães (ACM), morto em 2007, para tentar emplacar o projeto de retorno do carlismo à capital baiana.

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Em cerca de cinco minutos, o candidato do DEM lembrou que "a cidade perdeu muito nos últimos anos. As pessoas estão perdendo, também, a sua autoestima". Segundo o demista, "há dez anos, Salvador era mais brilhante". De acordo com Neto, os eleitores o abraçam nas ruas e lhe desejam força para governar a cidade “da mesma forma que seu avô”. "Daqui há quatro anos, uma cidade mais humana, mais justa e muito menos desigual", concluiu ACM Neto.

Com 13 minutos de duração, o programa de Nélson Pelegrino , do PT, frisou a importância da harmonia com o governador da Bahia, Jaques Wagner, e a presidenta Dilma Rousseff . O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também apareceu em gravação pedindo votos para o petista. "Nos últimos anos, o Brasil e a Bahia passaram por grandes mudanças. Agora, falta Salvador", afirmou Lula. O apoio dos três fica ainda mais claro no jingle da campanha: "Ele está do lado da gente, joga no time de Lula, é parceiro de Wagner e Dilma". Pelegrino tem 13% das intenções de voto, segundo última pesquisa Ibope.

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O programa simulou um programa de rádio em que o apresentador diz que Pelegrino é "sério e tem história". O petista também recorreu às tradicionais evocações ao passado, com direito a mostrar a casa onde passou a infância e a depoimentos da mãe e da mulher. Wagner e os senadores Walter Pinheiro e Lídice da Mata destacaram a trajetória política de Pelegrino. "Está faltando a prefeitura fazer a sua parte. O meu desejo é que a cidade volte a sorrir", afirmou o petista.

Também com pouco mais de cinco minutos, o peemedebista Mário Kertész iniciou o programa andando de ônibus e apontando, ao lado do motorista, problemas da cidade. Cenas da convenção foram usadas no programa de Kertész, classificado como "administrador sério e experiente". Kértesz prometeu dar "o melhor do PT (sua proclamada desenvoltura em transitar pelos governos estadual e federal) e o melhor do carlismo (seu padrinho político foi o ex-governador Antônio Carlos Magalhães)". Ele tem 8% das intenções de voto segundo o levantamento Ibope.

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O bispo Márcio Marinho (PRB) falou da sua origem humilde e disse ser filho de pai pedreiro e mãe doméstica. Segundo ele, a cidade pode mudar com "dois minutos de coragem", em uma alusão ao tempo de duração de seu programa eleitoral. Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, seu jingle tem como destaque o verso "bote fé".

"Dê as costas aos maus políticos", disse Da Luz (PRTB), relembrando a sua campanha para governador em 2002, na qual, além dessa frase, ele se apresentava de costas para as câmeras. Desta vez de frente, ressaltou ser um técnico e conclamou: "Não adianta a gente votar nos mesmos e querer as coisas diferentes"

O candidato do PSOL, Hamilton Assis, afirmou que "a capital da resistência", como seu partido chama Salvador, lhe representa. "Salvador é meu corpo e minha alma, meu povo, minha cultura, meu sofrimento e minha, meu céu, meu chão e meu mar", disse, enquanto a imagem mostrava um voo sobre a cidade.

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