É melhor Peluso votar em parte do mensalão do que em nada, diz Gurgel

Procurador-geral da República elogia a metodologia 'fatiada' da votação do processo do mensalão

iG São Paulo |

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, elogiou a metodologia 'fatiada' da votação do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que considera melhor que o ministro Cezar Peluso leia seu voto em apenas alguns itens do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) do que ele se ausente completamente do processo.

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Alan Sampaio / iG Brasília
Procurado-geral Roberto Gurgel


Peluso se aposentará compulsoriamente em 3 de setembro, por completar 70 anos, e não deverá participar da votação de diversas questões da ação penal, já que a leitura dos votos está sendo feita por itens da denúncia, sete no total.

Até agora o ministro relator, Joaquim Barbosa, fez a leitura de apenas um tópico. Depois dele, falará o revisor, Ricardo Lewandowski, e, só então, os demais ministros se manifestarão. "Eu acho que o ideal seria que o ministro Peluso pudesse votar em tudo. Mas se isso for impossível, é melhor que ele vote em alguma coisa do que não vote em nada", disse Gurgel antes da abertura de sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Barbosa iniciou a leitura do voto abordando o item relativo a desvios de recursos públicos por meio de contratos firmados entre a Câmara dos Deputados e o Banco do Brasil com as agências de publicidade de Marcos Valério, apontado pela denúncia do Ministério Público Federal (MPF) como principal operador do suposto esquema.

Na sessão de quarta-feira, Lewandowski deverá ler seu voto sobre a questão. Não há limite para apresentação das considerações, mas a expectativa é que ele use duas sessões para o caso, assim como fez o relator.

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Como as sessões ocorrem apenas às segundas, quartas e quintas, Peluso deverá se ausentar de diversas votações, incluindo sobre a acusação de formação de quadrilha, que trata do suposto núcleo político do alegado esquema, a última a ser realizada no julgamento.

Há também dúvidas jurídicas sobre se Peluso poderia, mesmo com o fatiamento do julgamento, apresentar todo o seu voto antes do relator, ministro Joaquim Barbosa, e do revisor, ministro Ricardo Lewandowski.

Com Agência Estado e Reuters

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