‘É falta de assunto’, diz Barbosa sobre polêmica do julgamento fatiado

Ministro relator diz que manterá a ordem da denúncia e deixará por último a análise do crime de formação de quadrilha, entre os quais estão indiciados Dirceu, Genoino e Delúbio

Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

O ministro relator do mensalão, Joaquim Barbosa, classificou como “falta de assunto” a polêmica suscitada em torno do fatiamento do julgamento. A decisão foi tomada na quinta-feira à noite após uma nova discussão entre ele e o ministro revisor, Ricardo Lewandowski. Barbosa também confirmou a ordem em que apresentará o julgamento do mensalão.

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Divulgação/STF
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Assim como aconteceu em 2007, após esse primeiro momento, Barbosa vai analisar os empréstimos tomados no Banco Rural (capítulo 5 da denúncia da Procuradoria da República - PGR). A última fase do julgamento será a análise do crime de formação de quadrilha, entre os quais estão indiciados o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu; o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

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Barbosa foi irônico e disse que “passou o final de semana rindo” das notícias relacionadas à discussão que ele teve nos bastidores com Lewandowski sobre o fatiamento ou não do processo. “Criou-se uma polêmica. Fica melhor assim eu fazer fatiado do que lendo mil e duzentas páginas para se criar problemas no final”, disse Barbosa “A discussão se fosse ou não fatiado é uma grande bobagem. É falta de assunto”, complementou.

Além disso, Barbosa insinuou que existe um “movimento de intolerância” contra qualquer atitude dele no Supremo. Ele atribuiu parte da briga a um movimento negativo da grande imprensa brasileira.

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Joaquim Barbosa concluiu nesta segunda-feira a análise do seu voto, relacionado aos contratos entre as empresas de Marcos Valério com o Banco do Brasil e a Câmara dos Deputados. Hoje ele pediu a condenação do ex-diretor de marketing do banco Henrique Pizzolato, de Valério e seus sócios por corrupção passiva e peculato. Na semana passada, ele votou por condenar o deputado do PT João Paulo Cunha e o publicitário.

Na quarta-feira, deve ser apresentado o voto do ministro revisor do processo, Ricardo Lewandowski. Os demais ministros vão votar em seguida.

Dessa forma, a tendência é que Barbosa retome a sua análise do caso na próxima segunda-feira. O ministro Cézar Peluso, que participará das sessões do Supremo Tribunal Federal (STF) até o final da próxima semana, deve participar apenas do julgamento de apenas dois itens da denúncia da Procuradoria Geral: o suposto esquema fraudulento de contratação das empresas de Marcos Valério e os empréstimos supostamente ilegais concedidos pelo Banco Rural.

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