Haddad diz que espera pela entrada de Marta na campanha em São Paulo

Eventual volta da senadora à campanha de Haddad é aguardada após notícias de que Marta e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderão se reunir na última semana de agosto

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O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, disse neste sábado (18) estar esperando que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) participe de sua campanha. "Ela será sempre bem-vinda e nós mantemos uma expectativa de estarmos próximos nas semanas que se seguem", afirmou, após visita à 22ª Bienal Internacional do Livro, na capital paulista.

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Divulgação
O candidato do PT em visita a Bienal do Livro, neste sábado

A eventual volta da senadora à campanha de Haddad é aguardada após notícias de que Marta e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderão se reunir na última semana de agosto . "Mantenho minha posição de sempre: penso que a Marta foi uma grande prefeita, tem muita respeitabilidade da população, sobretudo da mais pobre da cidade", disse Haddad. "Algumas propostas do meu governo são desdobramentos do governo dela, como é o caso do bilhete único mensal. É um reconhecimento de algumas bandeiras de sua administração que são muito importantes para a cidade."

Nesta semana começa o horário eleitoral gratuito e o candidato petista declarou estar "confiante", pois acredita que seu plano de governo é "o melhor até agora apresentado". "Nós nos dedicamos realmente muito profissionalmente aos assuntos da cidade durante mais de seis meses, com centenas de especialistas de todas as áreas e o diálogo permanente com as lideranças comunitárias e movimentos sociais", disse.

Sobre a ausência da presidente Dilma no primeiro programa, o candidato disse que é apenas o início do processo. "Dilma estará conosco assim como o ex-presidente Lula, que estará desde o começo", afirmou, destacando que estrategicamente está utilizando na campanha a forte militância na cidade; um plano de governo "dos mais ousados" que já fizeram para São Paulo e o conjunto de apoios, como os de Lula e Dilma.

Companhias
Haddad chegou à Bienal acompanhado de sua mulher, Ana Estela, e de sua filha, Ana Carolina, por volta das 13h45, um pouco depois do candidato do PSDB, José Serra (PSDB), e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Andou pelos estandes do evento, em companhia também o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT-SP), e foi parado para posar para fotos e dar autógrafos. Parou também para comprar dois livros - "Conversas Que Tive Comigo" de Nelson Mandela, e um de Clarice Lispector -, quando encontrou o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).

Durante a caminhada de mais de uma hora no prédio do Anhembi, onde acontece a Bienal do Livro, as luzes se apagaram - um outro "apagão" havia acontecido mais cedo. "Não sei tecnicamente o que aconteceu, não é meu papel me apressar no julgamento, deve ter sido um acidente", comentou Haddad. Segundo ele, é necessário modernizar o Anhembi e citou planos de construir novos centros de convenção na cidade. "A própria presidente da República já sinalizou que é um projeto importante", declarou.

Para o candidato, tão importante do que construir novos centros de convenção é antecipar a construção da Estação Pirituba do Metrô na primeira fase da linha 6 e não na terceira, como está prevista. "Porque vejo que essa iniciativa seria um reforço grande na candidatura de SP em relação à feira mundial do livro prevista para 2020. Nós estamos pleiteando o maior evento mundial e entendo que não foi bom para São Paulo colocar a estação Pirituba para depois de 2020. Devíamos antecipar a licitação", disse.

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