Chamada de 'maconheira', Soninha diz que frase de Fidelyx é 'sem cabimento'

Candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo foi atacada por Levy Fidelyx, postulante do PRTB ao cargo, lamentou declarações e disse que o tema é 'delicado' e 'cercado de tabus'

iG São Paulo |

Agência Estado
Chamada de 'maconheira' por Levy Fidelix, Soninha lamentou declarações do adversário e viu agressão

A candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo Soninha Francine rebateu nesta sexta-feira (17) as críticas feitas por Levy Fidelix (PRTB) e sinalizou que pode entrar na Justiça contra o candidato por injúria e difamação. Participando de uma série de entrevistas na sede do jornal "O Estado de S.Paulo", Fidelix criticou o fato de ser chamado poucas vezes a dar entrevistas e, ao se referir a Soninha, disse: "A maconheira pode, o Levy não pode".

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Para a candidata, além de ser um deturpação de sua opinião, a frase é "uma agressão completamente sem cabimento". Soninha afirmou que não usa mais maconha desde que assumiu o budismo como religião. "Mesmo sendo raro o uso, e sempre foi, eu reconheci que não era certo."

Para ela, que se classifica como um alvo fácil, além de ser um assunto de risco para os políticos, "a chance de sua opinião ser deturpada é grande, haja vista o que o Levy fez".

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De acordo com Soninha, esse tipo de agressão é ruim para o debate eleitoral, para a sociedade e para a campanha. "O tema em si é delicado e cercado de tabus. Muitas outras coisas são discutidas abertamente como pena de morte, por exemplo. Ninguém fica horrorizado quando alguém defende a pena de morte", argumentou.

Soninha defende a legalização da maconha. Para ela, é preciso discutir o assunto do ponto de vista social, já que o atual modelo de comercialização pelo crime organizado gera violência e dá poder de corrupção a eles. "Entrei na política para defender o que eu acho que é melhor para a sociedade, eu não fujo", disse a candidata do PPS. 

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Mais cedo, durante sua entrevista, Levy Fidelix atacou a imprensa, que, em sua opinião, "só dá espaço aos outros candidatos". "Não me colocam nas entrevistas. Já deram páginas para o [José] Serra, para a Soninha, a maconheira... A maconheira pode, eu não", disparou. "A mídia não encontra [nada de errado] em mim, por isso que é sarcástica comigo. Sou o candidato mais limpo desta eleição", disse. 

O candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo também acusou os adversários políticos de terem "roubado e usurpado" seus projetos, expostos ao longo de suas 12 campanhas eleitorais. Ele ameaçou cobrar royalties dos políticos que supostamente se apropriaram de seus projetos, como o Aerotrem e o Rodoanel. "Para eu me preservar desses políticos que me copiam, que tem a mídia e vão querer se locupletar das ideias de candidatos como eu, quando começar a funcionar, vou cobrar royalties e devolver para o povo, para eles aprenderem a não me roubarem", ameaçou o candidato.

Com Agência Estado

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