Candidato do PSDB criticou o projeto criado a pedido do Ministério da Educação então comandado por seu rival petista Fernando Haddad

Agência Estado

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra , criticou o "kit gay" criado a pedido do Ministério da Educação e afirmou que o ex-ministro Fernando Haddad (PT), seu adversário na disputa, deve explicações sobre a elaboração do material de combate ao preconceito a homossexuais.

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José Serra afirmou que Haddad terá que se explicar sobre kit gay
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José Serra afirmou que Haddad terá que se explicar sobre kit gay


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Questionado sobre o assunto em entrevista à rádio Jovem Pan , na manhã de quinta-feira, o tucano disse que o kit que seria usado contra a homofobia na rede pública de ensino tinha "aspectos ridículos e impróprios". "Não quero nem entrar em detalhes, porque vão dizer que eu estou introduzindo (o tema na campanha), mas (o "kit gay") tinha aspectos ridículos e impróprios para passar para crianças pequenas", afirmou.

Apesar de dizer que não pretende apresentar o tema durante a campanha, o tucano ligou diretamente Haddad à criação do material. "Quem fez foi o Ministério da Educação quando Fernando Haddad era titular, então é natural que cobrem isso na campanha. Ele é quem tem que se explicar, não são os outros candidatos", disse o candidato do PSDB.

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Serra tem dirigido críticas ao candidato petista nos últimos dias, apesar de dividir a primeira colocação nas pesquisas de intenção de voto com o candidato do PRB, Celso Russomanno .

Na terça passada, Serra fez referência ao julgamento do mensalão , que está sendo realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília. O escândalo tem petistas como alvo principal. Nos bastidores, a campanha de Serra acredita que Haddad vai subir nas pesquisas com o início do horário eleitoral de TV no dia 21 de agosto.

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Na entrevista de quinta, Serra afirmou também que o "kit gay", elaborado por uma ONG a pedido do Ministério da Educação, era uma "via errada" de combate ao preconceito. "(O kit gay) foi considerado um equívoco, tanto que a presidenta (Dilma Rousseff) retirou quando tomou conhecimento. Não era apenas combate ao preconceito, era uma via errada."

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Haddad disse que recebeu os comentários como um "elogio" a Dilma, que vetou a distribuição do material nas escolas. Para o petista, a decisão da presidenta foi acertada naquele momento. "Acho que é a primeira vez que ele elogia algo que a Dilma tenha feito", disse o candidato do PT.

O petista, no entanto, não gostou dos adjetivos usados pelo tucano para qualificar o kit, que seriam "um desrespeito" ao trabalho da ONG que o produziu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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