Elcy Oliveira Brito, o 'John', pegou 22 anos de prisão por participação no crime que terminou com a morte de petista em 2002; outros quatro acusados já haviam sido condenados

O júri do Fórum de Itapecerica da Serra (SP), composto por sete jurados, condenou nesta quinta-feira (16) o réu Elcy Oliveira Brito, o “John”, a 22 anos de prisão por participação no crime que terminou com a morte do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel (PT), em janeiro de 2002.

O réu disse que foi torturado e pressionado por policiais e promotores de Santo André a confessar o assassinato. Ele era acusado de homicídio duplamente qualificado mediante pagamento e sem possibilidade de defesa para a vítima.

Esta foi a terceira decisão relativa ao caso Celso Daniel. Em maio deste ano, outros três réus acusados de envolvimento com a quadrilha contratada para sequestrar o ex-prefeito receberam condenações que variam de 14 a 18 anos de prisão, todas por homicídio duplamente qualificado. Em novembro de 2010, foi Marcos Bispo dos Santos, o “Marquinhos”, já havia sido condenado a 18 anos, com a mesma tipificação criminal.

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Celso Daniel foi executado com oito tiros em janeiro de 2002. Ele foi sequestrado quando saía de um jantar com o amigo empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, acusado de ser o mandante do crime. O corpo do ex-prefeito foi encontrado dois dias depois na Estrada das Cachoeiras, em Juquitiba, cidade vizinha de Itapecerica da Serra.

De acordo com o Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo, Elcyd estava na caminhonete que interceptou o veículo do prefeito no momento do sequestro.

Após o interrogatório do réu, o promotor de Justiça do caso, Márcio Augusto Friggi de Carvalho sustentou a tese de que a morte de Celso Daniel teve motivações políticas e contestou o argumento da defesa de que Elcyd não conhecia os outros envolvidos no crime. “Eles foram condenados juntos por formação de quadrilha em outro processo”, declarou.

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