Gianazzi critica Kassab por favorecer máfia da especulação imobiliária

Candidato do PSOL à Prefeitura também propõe extinção do Tribunal de Contas do Município, segundo ele 'uma herança maldita do regime militar'

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Com repertório recheado de críticas ao que chamou de "a velha política", o candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Carlos Gianazzi, afirmou durante entrevista ao Grupo Estado, nesta quinta (16), que pretende extinguir o Tribunal de Contas do Município (TCM), caso seja eleito no pleito de outubro deste ano. Para ele, o órgão representa "uma herança maldita do regime militar". "Vamos extinguir o TCM, que consome mais de R$ 230 milhões dos cofres públicos por ano. É um cabide de emprego (com as indicações dos conselheiros pela Prefeitura). A cidade toda lutando contra a especulação imobiliária e vai lá o (prefeito Gilberto) Kassab e indica o Domingos Dissei, um empreiteiro, para o cargo", criticou.

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O candidato do PSOL disse também que a cidade de São Paulo está dominada por máfias. "Lixo, merenda escolar, serviço funerário, transporte e especulação imobiliária", citou algumas

O candidato do PSOL disse também que a cidade de São Paulo está dominada por máfias. Ele citou, ao menos, cinco áreas em que esses supostos grupos estariam atuando na cidade: lixo, merenda escolar, serviço funerário, transporte e especulação imobiliária. Para combater esses grupos, Gianazzi propôs a criação de um comitê com representantes de todas as polícias para o embate. "Faremos uma devassa nessas máfias", prometeu.

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De acordo com Gianazzi, o seu partido, o PSOL, é o único com autonomia para encarar esses grupos porque "não é sustentado pelas grandes empreiteiras e pelos grandes empresários". "Os outros têm o rabo preso", opinou. Questionado sobre quem eram os outros, Gianazzi apontou o PSDB e o PT como os dois principais atores, além do que classificou de "partidos satélites, que orbitam ao redor desses dois", como o PMDB, PDT, PSD e o PPS.

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Com menos de um minuto na propaganda do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV (57s), Gianazzi afirmou que pretende usar o prestígio "ético e combativo" dos integrantes de seu partido para convencer o eleitorado. Ele já realizou sessões de fotos com o candidato do PSOL à Prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo , e fará, nesta sexta-feira (17), caminhada em São Paulo com o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), "que foi uma das vozes mais ativas na CPI do Cachoeira". E avalia: "Um militante do PSOL vale por mil cabos eleitorais das outras candidaturas." Ele disse também que recebeu apoio da base petista na Capital, sobretudo dos professores. "Eles começam a aparecer por causa da aliança que o Haddad (PT) fez com o Maluf."

Choque

Na entrevista, Gianazzi defendeu também um "choque" de investimentos na educação pública, pois no seu entender é o principal instrumento de desenvolvimento, e um "choque de gestão democrática". Entre as mudanças que planeja para a administração municipal, caso seja eleito, ele citou a instituição de eleições para os subprefeitos da cidade e uma "maior participação popular". "O Kassab militarizou as subprefeituras. (Instauraria) eleições diretas para as sub, para decidir o orçamento e faria o planejamento participativo e fortaleceria os conselhos gestores. Quanto mais transparência, menos corrupção. Vamos estimular a participação popular."

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Gianazzi afirmou também que é contrário à instalação de pedágios urbanos na cidade de São Paulo: "É um crime contra a população. Nós defendemos investimentos em transporte de massa, especialmente em trem e metrô e a construção de 150 quilômetros de corredores de ônibus."

Na saúde, Gianazzi defendeu a valorização dos profissionais da área, com aumento de salário, e a construção de novos hospitais. "Faria, ao menos, mais três unidades".

Gianazzi afirmou ainda que tentaria o refinanciamento da dívida pública de São Paulo com a União. "Nenhum prefeito teve coragem de fazer esse enfrentamento. O PSDB foi governo e não fez. A Marta governou com o Lula e não fez. Eles mentem (que tentaram fazer) porque tiveram a oportunidade e não fizeram."

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