Segundo debate de candidatos em Salvador mira na atual gestão

Atual prefeito, João Henrique Carneiro (PP) foi novamente alvo de ataques na discussão

João Paulo Gondim - iG Bahia |

O debate desta terça-feira (14), na emissora Aratu _retransmissora do SBT na Bahia_ entre os candidatos a prefeito de Salvador foi, mais uma vez, marcado por ataques ao atual prefeito, João Henrique Carneiro (PP).

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No primeiro debate, em 2 de agosto, na tevê Bandeirantes, os postulantes à prefeitura atacaram a administração do município . Desta vez, a maior parte dos concorrentes da disputa eleitoral tentaram colar em seus oponentes a pecha de que haviam colaborado de algum modo na gestão vigente. Logo na primeira pergunta, sobre qual o principal problema de Salvador, a resposta foi consensual: a falta de comando do progressista.

O candidato do PMDB, Mário Kertész , afirmou: "falta prefeito em Salvador". Ele ainda fez contagem regressiva. "Só faltam 139 dias para João Henrique nos deixar", disse o peemedebista, que afirmou querer que o atual chefe executivo soteropolitano "vá para o espaço". De acordo com Kertész, "Salvador não é para principiantes".

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Representante do Psol, Hamilton Assis declarou que o governo municipal não atende aos interesses dos moradores das áreas mais pobres da cidade. O socialista disse haver "controle de máfias na máquina pública". "A prefeitura está submetida a esquemas privados", reclamou. Candidato do PRB, o deputado federal Márcio Marinho considerou que "Salvador precisa de um gestor. e prometeu que a capital baiana "terá tratamento de respeito e dignidade".

O também deputado federal ACM Neto (DEM) disse que "Salvador precisa de um prefeito que coloque ordem na casa, que bote Salvador para andar com os próprios pés". O petista Nélson Pelegrino _o terceiro deputado federal da disputa_ disse que "Salvador precisa de um prefeito que bote ordem na casa", repetindo a fala de ACM Neto. Por fim, Rogério Tadeu da Luz (PRTB) avaliou que a cidade "precisa de um técnico, de um gestor, de um administrador".

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Questionado pelo fato de João Henrique ter sido reeleito, em 2008, pelo PMDB, Mário Kertész disse que, na época, não era filiado ao seu atual partido. "Não sou da família enlutada, não me chame para esse velório".

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Para rebater o argumento de que seu apoio, há quatro anos ter sido fundamental para a vitória de João Henrique, ACM Neto refutou a proximidade com o prefeito e disse que Kertész indicou uma pessoa para o secretariado. Pelegrino disse que o demista não ataca a atual gestão da prefeitura, e que foi o primeiro a se desvencilhar do atual governo municipal. Já Hamilton Borges disse que todos os seus concorrentes, de uma forma ou de outra, estiveram juntos de João Henrique.

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