PT é acusado de 'grampear' servidores para atacar PSB

De acordo com Délio Malheiros (PV), vice na chapa do PSB, PT teria usado 'gravações clandestinas' para provar suposto assédio de Lacerda contra funcionários

Agência Estado |

Agência Estado

A demissão de ocupantes de cargos de confiança ligados ao PT da prefeitura de Belo Horizonte se tornou motivo de troca de ataques entre integrantes das campanhas do prefeito Marcio Lacerda (PSB) e do ex-ministro petista Patrus Ananias . Depois de o PT apresentar representação ao Ministério Público Estadual (MPE) acusando o socialista de usar a máquina para assediar funcionários, nesta quarta foi a vez do candidato a vice de Lacerda, deputado estadual Délio Malheiros (PV), de acusar a direção petista de usar "gravações clandestinas" como provas do suposto assédio.

Leia também:  Impacto de greves nas eleições já preocupa PT

Estratégia: Lula escolhe Eduardo Paes para marcar entrada nas eleições

Divulgação
De acordo com Malheiros (PV), campanha adversária utilizou "métodos stalinistas" e grampeou "servidores sem as pessoas saberem"

Segundo Malheiros, dois funcionários que permanecem em seus cargos alegaram que foram procurados por um servidor para saber se haviam sido coagidas a aderirem à candidatura à reeleição do prefeito. "Essas pessoas foram grampeadas e disseram que foram induzidas, com perguntas dirigidas", afirmou Malheiros.

Acompanhe as notícias das eleições em Minas Gerais

Segundo o deputado, os dois funcionários foram procurados por advogados da campanha de Lacerda porque nas denúncias apresentadas pelo PT ao MPE e à Justiça Eleitoral há declarações "editadas" dos dois. "Usaram métodos stalinistas. Grampearam servidores sem as pessoas saberem", disparou Malheiros, que é advogado e afirmou ainda estarem "em estudo" possíveis medidas judiciais que a campanha pretende adotar.

Campanha: Patrus garante participação de Dilma em sua campanha eleitoral

Leia mais: PT e Dilma fizeram 'invasão ilegítima' em BH, diz presidente do PSDB

Na terça-feira, o atual vice-prefeito e presidente do diretório do PT em Belo Horizonte, Roberto Carvalho, procurou o MPE acusando Lacerda de ter demitido 241 ocupantes de cargos comissionados, "99% petistas", porque, procurados por suas chefias imediatas, teriam se recusado a aderir à campanha socialista. Carvalho, que tem atrito com o chefe desde o início do mandato, negou uso de provas ilegais e ressaltou que entregou à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público ao menos dez depoimentos que confirmariam as denúncias. O MPE ainda não se manifestou sobre o caso.

    Leia tudo sobre: eleições2012eleições2012minasgeraisptpsb

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG