Inri Cristo vai ao STF e reza por “justiça” no julgamento do mensalão
Líder religioso que se proclama a reencarnação de Jesus Cristo entregou panfletos afirmando que Brasília precisa “higienizar sua imagem”
O líder religioso que se proclama a reencarnação de Jesus Cristo, Inri Cristo, fez uma prece em busca de Justiça durante o julgamento do mensalão , na tarde desta quarta-feira. Ele chegou à sede do STF ao lado de suas assistentes, as chamadas “inriquetes” e entregou folhetos falando sobre o julgamento do mensalão.
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Segundo ele, há sete anos seus seguidores pedem que ele se posicione sobre o assunto. Mas hoje, ele orou e pediu justiça. “Na condição de eleitor e conselheiro de juristas, vim aqui conferir se Brasília aproveitará a ocasião para higienizar a imagem ou continuará permitindo o assalto que os intrusos insistem em impor-lhe à revelia da nação brasileira”, afirmava um folheto entregue pelo líder religioso chamado “Manifesto à Terra de Santa Cruz”.
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No folheto, Cristo adota uma linha de raciocínio semelhante à do advogado de Roberto Jefferson, Luiz Barbosa. O líder religioso insinua que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou o suposto esquema do mensalão. “O delator (Roberto Jefferson) omitiu que o presidente era comandante da operação no intuito de focar o ministro, alvo de sua desavença pessoal”, disse Inri no folheto. “Nunca o povo brasileiro elegeu um patela”, disse em seguida.
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Após algumas orações e citações a “Deus Pai”, Inri Cristo deixou a sede do STF. “Rogo a meu pai, senhor e Deus, que inspire a presidenta Dilma no intuito de que restaure a dignidade da nação e da Nova Jerusalém”, escreveu no folheto.