Ex-presidente do Detran-GO e sócia de empresa fantasma comparecem à CPI

Ex-segurança do ex-senador Demóstenes Torres, que também deve depor nesta quarta-feira, obteve no Supremo garantias para permanecer em silêncio

iG São Paulo | - Atualizada às

O ex-presidente do Departamento de Trânsito (Detran) de Goiás Edivaldo Cardoso de Paula compareceu à CPI que investiga as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados, mas anunciou, nos 20 minutos iniciais, que permaneceria em silêncio. Ele estava munido de um salvo-conduto e preferiu não dar esclarecimentos à comissão, para não correr o risco da autoincriminação. A empresária Rosely Pantoja também é aguardada na sessão desta quarta-feira.

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Edivaldo aparece em gravações da Polícia Federal (PF) garantindo o repasse de verbas do governo estadual para uma das empresas de Cachoeira. Além disso, existe a suspeita de que tenha sido indicado para o cargo pelo contraventor. Em depoimento à CPI, o delegado da PF Matheus Mella Rodrigues destacou a influência do grupo de Cachoeira em órgãos como Detran, Agência de Transportes e Obras Públicas (Agetop) e secretarias de Estado.

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Rosely é sócia da empresa Alberto & Pantoja Construções. Segundo a Polícia Federal, trata-se de uma empresa de fachada integrante do esquema criminoso montado por Cachoeira, utilizada para triangular pagamentos ilegais da construtora Delta. Assim como a Brava Construções, ela tem endereço fictício - um prédio numa cidade-satélite de Brasília onde funciona uma oficina mecânica.

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O ex-segurança do ex-senador Demóstenes Torres, Hillner Braga Ananias, obteve habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para permanecer em silêncio. Segundo o autor do pedido de convocação, senador Pedro Taques, as escutas telefônicas indicam que Ananias tinha como hábito ir à casa de Cachoeira pegar dinheiro em espécie.

Foi adiado para a próxima semana o depoimento do delegado aposentado da Polícia Civil e ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública de Goiás Aredes Correia Pires, que teria recebido um dos aparelhos de rádio Nextel distribuídos pelo grupo na tentativa de evitar grampos.

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