'Claro que dá para comprar vereador', diz Soninha sem citar nomes

Candidata à Prefeitura pelo PPS contou episódio em que um 'fulano' pediu 120 cargos na Prefeitura em troca de apoio; ela também voltou a defender a legalização da maconha

iG São Paulo | - Atualizada às

A candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PPS, Soninha Francine , admitiu nesta quarta-feira (15) a existência de esquemas de troca de apoio para aprovação de projetos por dinheiro ou cargos na Câmara Municipal de São Paulo. Em sabatina realizada pelo jornal Folha de S.Paulo e UOL, Soninha foi questionada se é possível comprar um vereador. "Claro que dá", respondeu com naturalidade. 

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Agência Estado
A candidata possui 7% das intenções de voto na capital, tecnicamente empatada com Fernando Haddad, do PT

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"Soube, e não foi a pior das hipóteses, que foi o dinheiro. Fulano estava pedindo 120 cargos diversos na Prefeitura", revelou a candidata sobre um suposto esquema de troca de cargos por apoio. Perguntada quem seria o representante envolvido, a candidata disse que não poderia responder.

Segundo Soninha, as negociações também ocorriam em forma de dinheiro. Ela não especificou valores. "Nenhum projeto passa na Câmara sem passar por acordo prévio. Tudo é acordo. Cada projeto aprovado foi acordado antes, numa reunião com um colégio de líderes. Na pior das hipóteses, essa troca é feita em forma de dinheiro"

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Já em sua campanha para prefeita de 2008, Soninha fez acusações contra membros da Câmara por troca de favores por cargos e recebimento de propina por vereadores de representantes da sociedade civil. "No mundo real, parlamentares da Câmara Municipal de São Paulo, na Assembléia Legislativa, no Congresso votam a favor de um projeto em função do que ficar combinado que eles receberão em troca", disse na ocasião, também sem revelar nomes.

Soninha insinuou que o esquema de pagamento de propinas ocorreu na Câmara sob a conivência do atual prefeito da capital, Gilberto Kassab (PSD). "Quando o governo tem muita facilidade em aprovar projeto, acende a luz amarela", afirmou. A candidata do PPS - que foi subprefeita da Lapa, na zona oeste, durante a gestão Kassab - afirmou que o prefeito é pouco proativo no combate à corrupção.

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Durante a sabatina, Soninha também falou sobre sua intenção de realizar um plebiscito na cidade para que a população decida pela adoção ou não do pedágio urbano. Segundo ela, a região seria um pouco menor que aquela em que hoje vigora o rodízio de veículos, Para a candidata, uma das vantagens do sistema de cobrança é gerar mais verbas para a ampliação do transporte público.

Soninha voltou a defender a legalização da maconha e a venda regulamentada da droga, "como a de cerveja"; Para ela, o monopólio da venda pelas organizações criminosas é que gera a violência e se a substância fosse vendida de maneira legal traria um bem para a sociedade. 

Com Agência Estado

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