' Nenhum de nós precisa responder pela honra junto ao Supremo Tribunal Federal, ninguém', afirmou o tucano em discurso na Casa Portugal, no centro de São Paulo

Agência Estado

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra , fez na terça-feira uma referência indireta ao julgamento do mensalão para defender seu grupo político de críticas dos adversários na disputa eleitoral.

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Gilberto Kassab subiu no palanque ao lado de José Serra durante evento de campanha
AE
Gilberto Kassab subiu no palanque ao lado de José Serra durante evento de campanha


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"Nenhum de nós precisa responder pela honra junto ao Supremo Tribunal Federal, ninguém", disse o candidato em discurso na Casa de Portugal, região central da capital paulista.

Entre os 38 réus do processo que começou a ser julgado há duas semanas pelo STF, estão ex-dirigentes do PT - partido de Fernando Haddad , adversário de Serra na disputa. Também é alvo da ação, no entanto, o deputado Valdemar Costa Neto, que articulou o apoio do PR à candidatura do tucano em São Paulo.

Serra citou indiretamente o escândalo da mensalão ao subir ao palanque do primeiro evento oficial de campanha que teve a participação do prefeito Gilberto Kassab (PSD), seu aliado. Kassab é mal avaliado pelos paulistanos e seu governo é alvo de denúncias de corrupção - exploradas pelos candidatos de oposição à sua gestão e à candidatura de Serra.

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"Nessa campanha, vai ter um tiroteio muito grande em cima da gente", afirmou o candidato do PSDB, ao lado do prefeito. "Como não se tem coisas verdadeiras para se dizer a nosso respeito, vão dizer coisas falsas."

Serra não mencionou nominalmente o PT ou o processo em que líderes do partido são acusados de compra apoio político no Congresso, mas insinuou que seus adversários têm ligação com a corrupção.

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"Eu estou na vida política parlamentar e governamental há 30 anos. (Tenho) vida limpa e de realizações", afirmou.

Engajamento

Há meses, o prefeito Kassab trabalha nos bastidores pela eleição de Serra, em reuniões com políticos, empresários e líderes religiosos. No discurso de terça, ele disse que os rivais do tucano "não conhecem a cidade" e que acha "um privilégio" tê-lo como candidato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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