Defesa usa Cazuza para atacar Gurgel no STF: ‘Tua piscina está cheia de ratos'

Advogado diz que acusações contra ex-assessora são injustas; ‘moda’ de usar trecho de música no julgamento do mensalão começou com o procurador-geral

iG São Paulo | - Atualizada às

O advogado da ex-assessora parlamentar Anita Leocádia, Luís Maximiliano Mota , usou um trecho da música O Tempo Não Para , de Cazuza, para atacar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nesta terça-feira, no STF . “Senhor procurador-geral, a tua piscina está cheia de ratos, mas as tuas ideias não correspondem aos fatos”, afirmou ao final de sua sustentação oral.

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Divulgação STF
Advogado de Anita Leocádia diz que acusações contra ex-assessora são injustas

Não é a primeira vez que músicas são usadas no julgamento do mensalão . Tudo começou com o próprio procurador-geral. Em sua peça de acusação, Gurgel citou trecho da música Vai Passar , de Chico Buarque : “Dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações”. Dias depois, o advogado Leonardo Yarochewsky, que representa Simone Vasconcelos, ex-diretora da agência SMP&B, citou um trecho de Apesar de Você em provocação a Gurgel. “Apesar de você, amanhã há de ser outro dia”.

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Em outro momento, o mesmo advogado citou Carminha, uma das protagonistas da novela “Avenida Brasil”, da TV Globo. “Virou moda, é bonito falar de bando ou quadrilha. Até na novela das oito, a Carminha falou que ia processar a Nina por formação de quadrilha”, afirmou o advogado. Um outro defensor comparou Gurgel ao apresentador Jô Soares .

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Nesta terça-feira, Mota disse que são injustas as acusações contra Anita Leocádia , ex-assessora parlamentar do então deputado petista Paulo Rocha. Anita é acusada de intermediar repasses de verbas do esquema do mensalão para o ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA). De acordo com Mota, "mais de 100 pessoas" também sacaram dinheiro do mensalão e não foram citadas na ação penal.

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De acordo com Mota, Anita não sabia da origem do dinheiro, ou seja, que os recursos vinham de empréstimos feitos pelo PT no Banco Rural. “Eu não sei se o contrato que o PT fez com o BMG e o Banco Rural era frio, era quente ou era gelado. Para Anita, também, não importa. Ela não sabia, ela não tinha esse conhecimento.”

Mota destacou ainda que a ex-assessora apenas cumpriu ordens do ex-deputado Paulo Rocha. Segundo ele, o dinheiro seria usado para o pagamento de dívidas de campanha. “A verdade é que Anita estava cumprindo uma ordem superior. Não tinha domínio do fato.”

Com Agência Brasil

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