CPI ouvirá procuradores e ex-tesoureiro de Perillo na semana que vem

Na reunião desta terça-feira, CPI também aprovou as quebras de sigilo telefônico de Andressa Mendonça e Perillo, além da reconvocação de Cachoeira

iG São Paulo | - Atualizada às

O presidente da CPI do Cachoeira , o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que serão ouvidos na próxima terça-feira os procuradores Daniel Rezende Salgado e Lea Batista Oliveira, que trabalham no inquérito relativo às operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. Os dois são do Ministério Público Federal de Goiás.

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A operação Monte Carlo foi responsável pela prisão de Carlinhos Cachoeira no dia 29 de fevereiro . Ele é suspeito de comandar um esquema de exploração de jogos ilegais, envolvendo servidores públicos e privados.

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Agência Senado
Presidente da CPI, Vital do Rêgo, afirmou que os procuradores serão ouvidos


Os parlamentares analisaram e rejeitaram a criação de sub-relatorias, justificando, principalmente, que já é tarde para dividir o trabalho do relator, o deputado Odair Cunha (PT-MG). Também foi decidida a reconvocação de Carlinhos Cachoeira para depor.

Na quarta-feira, a comissão deverá ouvir Jayme Eduardo Rincón, ex-tesoureiro da campanha de Marconi Perillo ao governo de Goiás em 2010, atualmente presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop). Ele foi citado em ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal (PF).

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Segundo as investigações, foram depositados R$ 600 mil pelo grupo de Cachoeira na conta da empresa Rental Frota Ltda., que tem Jayme como um dos sócios, com 33% de participação. A Rental já confirmou o pagamento, mas diz que se refere à venda de 28 veículos usados. Na primeira vez em que foi convocado, em 30 de maio, Jayme alegou problemas de saúde e não compareceu.

A comissão espera ouvir Aredes Correia Pires, que é delegado aposentado da Polícia Civil e ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública de Goiás. Segundo a Polícia Federal, ele teria recebido um dos aparelhos de rádio Nextel distribuídos pelo contraventor goiano na tentativa de evitar grampos. Ele deveria depor nesta terça-feira, mas não foi localizado pela Polícia do Senado, para ser intimado.

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Também foram aprovados, por unanimidade, 33 requerimentos de quebra de sigilo, entre eles o sigilo telefônico do governador de Goiás, Marconi Perilo (PSDB); de seu irmão, Toninho Perillo, e da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça.

Em junho, a comissão já havia quebrado os sigilos telefônico, fiscal e bancário do governador goiano . Hoje, foi aprovada a quebra de sigilo de outras linhas que pertencem a Perillo. Os sigilos telefônicos se referem a quatro telefones do governo e um do irmão de Perillo no período de 1º de janeiro de 2011 a 29 de fevereiro de 2012.

'Convidados' a comparecer

A CPI aliviou a ação contra deputados federais suspeitos de ligação com o contraventor. Foi aprovado um convite para Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) depor ao colegiado, além de um pedido de informações a Sandes Júnior (PP-GO). Ambos foram flagrados pela Polícia Federal em dezenas de conversas telefônicas com Cachoeira.

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Inicialmente, os requerimentos seriam para convocação dos parlamentares, mas por sugestão do relator Odair Cunha a mudança foi aprovada por unanimidade no colegiado. Se fossem convocados, os dois deputados seriam obrigados a comparecer para depor na CPI.

O deputado Silvio Costa (PTB-PE) protestou contra a mudança e afirmou que a comissão ficaria desmoralizada e que seria acusada de proteger a base governista e expor a oposição.

A mesma linha foi adotada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). "Estabeleçamos a isonomia por cima e não por baixo, não convidando. Estabeleçamos a isonomia por cima convidando ambos os deputados".

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) rebateu a acusação de que o convite a Leréia e o pedido de informações a Sandes Júnior significariam um jogo entre governo e oposição. "Não estamos fazendo nenhuma divisão entre base do governo e oposição. A acusação não tem base fundamentada", afirmou.

Cavendish

O senador Vital do Rêgo também anunciou nesta terça-feira que o empresário Fernando Cavendish , ex-proprietário da construtora Delta, será ouvido pela CPI no próximo dia 28 de agosto. Até então Cavendish ainda não tinha uma data marcada para dar seu depoimento na Comissão.

Com Agência Câmara e Agência Senado

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